Flávio cresce e tem empate técnico com Lula para 2026, aponta nova pesquisa

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Um novo levantamento do instituto Meio/Ideia, divulgado nesta quarta-feira (4), aponta um cenário de forte polarização e equilíbrio para a sucessão presidencial de 2026. Segundo os dados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em situação de empate técnico com os três principais expoentes da oposição em simulações de segundo turno.

A disputa é mais apertada contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, onde o petista tem 44,7% frente a 42,2% do republicano. O empate se repete contra o senador Flávio Bolsonaro (45,8% a 41,1%) e contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (45% a 40,7%), considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

Vantagem contra outros governadores

Apesar do equilíbrio com o clã Bolsonaro e o governo paulista, Lula mantém uma distância confortável quando confrontado com outros nomes da direita e centro-direita. Em eventuais embates diretos, o atual presidente venceria Romeu Zema por 45% a 34,5% e Ronaldo Caiado por 45% a 34%. Contra Ratinho Junior, a vantagem é de 45% a 38%. O cenário de maior folga para o petista ocorre em uma disputa contra Eduardo Leite, na qual venceria por 45,4% a 21%, em um contexto marcado pelo alto índice de brancos e nulos, que somam 24,1%.

No que diz respeito ao primeiro turno, Lula se mantém à frente em todas as simulações estimuladas, variando entre 38,5% e 40% das intenções de voto. No cenário espontâneo, onde não são apresentados nomes aos entrevistados, o presidente detém 33% da preferência. Ele é seguido por Flávio Bolsonaro, com 16,3%, e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — atualmente preso e inelegível —, que soma 8%. Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro aparecem na sequência, com 4,5% e 4,3%, respectivamente.

Fidelidade do eleitor e índices de rejeição

A pesquisa também revela que o tabuleiro eleitoral já apresenta sinais de cristalização, com 62% dos eleitores afirmando que já definiram seu voto, enquanto 38% admitem a possibilidade de mudança. No entanto, o governo enfrenta um desafio significativo na resistência do eleitorado: Lula lidera a rejeição com 44% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. Flávio Bolsonaro aparece com 34% de rejeição, seguido pelo ministro Fernando Haddad (30%), Michelle Bolsonaro (29,4%) e Tarcísio de Freitas, que possui o menor índice de rejeição entre os nomes testados, com 15%.

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