Série de terremotos sacode a Califórnia próximo à Falha de San Andreas; moradores assustados relatam fortes estrondos
A cidade de San Ramon, na Califórnia, tornou-se o epicentro de uma intensa atividade sísmica nesta segunda-feira. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a sequência de tremores teve início com um abalo de magnitude 3,8, localizado a pouco menos de quatro quilômetros da região sudeste do município e a uma profundidade de 9,6 quilômetros.
O fenômeno não foi um evento isolado: em um intervalo de apenas trinta minutos, a terra voltou a tremer outras três vezes, com magnitudes oscilando entre 2,5 e 3,3, mantendo a população em estado de alerta. Em São Francisco, moradores relataram vibrações nas janelas em Glen Park e estrondos em Nopa
Leia+ IAs criam rede social própria e definem humanos como “praga” a ser eliminada
Picos de intensidade e frequência dos abalos
O momento de maior tensão ocorreu por volta das 7h01, quando os sismógrafos registraram o tremor mais forte da manhã, atingindo 4,2 graus de magnitude. A energia liberada foi sentida em diversas partes da Baía de São Francisco, ocorrendo a uma profundidade de aproximadamente dez quilômetros.
A agitação geológica persistiu ao longo da manhã, totalizando cerca de 50 tremores adicionais registrados antes das 9h. Essa sequência de réplicas, embora com intensidades variadas entre 2,5 e 3,8, reforça a instabilidade característica da região, que possui um histórico geológico marcado por grandes eventos catastróficos.

O peso do histórico sísmico na Califórnia
A memória do “Grande Terremoto de 1906” ainda ecoa como o marco mais devastador da região, quando um abalo de magnitude estimada em até 8,3 rompeu quase 500 quilômetros da Falha de San Andreas. Desde o século XIX, o estado da Califórnia registra incidentes cíclicos de alta periculosidade, como o terremoto de Fort Tejon em 1857, de magnitude 7,9, e o desastre no Vale de Owens em 1872.
Mais recentemente, eventos em Landers e Cape Mendocino, na década de 1990, causaram centenas de feridos e prejuízos milionários, evidenciando que a infraestrutura local vive sob a constante ameaça do movimento das placas tectônicas.
A ciência por trás dos tremores
A explicação para essa instabilidade reside na estrutura interna do planeta. A litosfera, camada que engloba a crosta terrestre, não é um bloco sólido, mas um complexo quebra-cabeça de placas tectônicas em movimento perpétuo. O atrito ocorre quando essas placas deslizam ou colidem umas com as outras, acumulando uma pressão colossal nas chamadas linhas de falha.
Quando a resistência das rochas é superada, essa energia é liberada de forma súbita através de ondas sísmicas. O resultado é o tremor de terra que, como visto em San Ramon, pode se manifestar tanto em eventos isolados quanto em enxames de centenas de pequenos abalos.


