Explosão solar intensa atinge marca recorde de radiação na Terra persiste há mais de 30 horas
O campo magnético do nosso planeta enfrenta uma instabilidade severa que já ultrapassa a marca de 30 horas consecutivas. Segundo o meteorologista Mikhail Leus, do centro Fobos, o fenômeno atingiu seu ápice nesta quarta-feira com uma intensidade surpreendente.
No momento de maior atividade, a tempestade registrou o nível G4,7 na escala de monitoramento, aproximando-se perigosamente da classificação G5, considerada o patamar de eventos extremos, embora não tenha chegado a cruzar essa linha.
Níveis de radiação atingem recorde histórico no século XXI
Para além das perturbações magnéticas, o Laboratório de Astronomia Solar da Academia Russa de Ciências revelou dados alarmantes sobre a radiação associada ao evento. Esta foi classificada como a tempestade de radiação mais intensa registrada desde o início do século XXI. O pico de densidade de prótons solares ocorreu na última segunda-feira, atingindo a marca de 37.000 unidades de fluxo de prótons (pfu), o valor mais elevado medido nos últimos 25 anos, superando recordes anteriores e exigindo atenção redobrada dos especialistas.

Projeções indicam retorno à estabilidade na quinta-feira
Atualmente, as perturbações estão estabilizadas no nível G3, o que ainda caracteriza uma forte tempestade geomagnética. No entanto, as previsões meteorológicas espaciais foram revisadas e trazem um cenário de alívio. Espera-se que a fase principal do fenômeno se encerre entre o meio-dia e o início da tarde de hoje. A normalização completa do campo magnético, com o retorno à chamada “zona verde” de estabilidade, está prevista apenas para o período da manhã desta quinta-feira.


