Irã alerta que ataque a Khamenei desencadeará guerra total enquanto porta-aviões americano se aproxima do país

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A movimentação militar dos Estados Unidos atingiu um novo patamar de alerta com o deslocamento estratégico do porta-aviões USS Abraham Lincoln, que deixou o Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio. De acordo com informações do The Jerusalem Post, a embarcação viaja acompanhada por uma escolta de destróieres, como o USS Spruance e o USS Michael Murphy, além de navios equipados com mísseis guiados.

A frota, que já cruzou o Estreito de Malaca, deve integrar a área de comando do CENTCOM em poucos dias, posicionando centenas de mísseis com capacidade de alcance a qualquer ponto do território iraniano. Essa mobilização ocorre enquanto Washington e seus aliados coordenam planos de contingência para possíveis cenários de confronto direto.

Reforço logístico e ofensiva aérea estratégica

Além da presença naval, o Pentágono intensificou significativamente o seu poder de fogo aéreo na região. Bombardeiros estratégicos B-2, conhecidos por sua capacidade de atingir alvos fortificados e instalações subterrâneas, aterrissaram recentemente na base de Diego Garcia.

Paralelamente, uma flotilha de caças F-15 chegou à Jordânia nas últimas horas, somando-se a um fluxo intenso de aviões de transporte pesado que operam na região do Golfo. Esses voos, segundo analistas, estão carregando suprimentos vitais, incluindo munições e componentes de resgate, sinalizando uma preparação logística para operações de longa duração ou alta intensidade.

Defesa de aliados e táticas de guerra eletrônica

Como medida preventiva, os Estados Unidos iniciaram a evacuação de pessoal militar não essencial da Base Aérea de Al Udeid, no Catar, e reforçaram as baterias de defesa antimíssil Patriot e THAAD em diversos países aliados no Golfo. A cooperação militar com Israel também foi intensificada por meio de centros de comando conjuntos.

No campo tecnológico, relatos de interrupções no sinal de GPS e sinais de guerra eletrônica sobre o espaço aéreo do Irã sugerem que testes para degradar a rede de radares e sensores de Teerã já podem estar em curso. O objetivo seria neutralizar a capacidade de resposta iraniana antes mesmo de qualquer disparo inicial.

Reação de Teerã e a ameaça de guerra total

A resposta política do Irã foi imediata e severa. O presidente Masoud Pezeshkian declarou publicamente que qualquer agressão voltada ao Líder Supremo, o aiatolá Ali Khamenei, será interpretada como uma declaração de guerra em larga escala contra toda a nação iraniana. Em comunicados recentes, Pezeshkian atribuiu as dificuldades econômicas e sociais do país às “sanções desumanas” impostas pelos EUA e seus parceiros.

O clima de hostilidade é alimentado pela retórica do presidente Donald Trump, que tem sinalizado a possibilidade de intervenção militar após os recentes episódios de instabilidade interna enfrentados pelo governo de Teerã.

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