Israel vê preparação de ataque em exercícios do Irã e alerta forças americanas
O governo de Israel enviou um alerta estratégico aos Estados Unidos indicando que os recentes exercícios com mísseis conduzidos pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã podem servir como fachada para uma ofensiva real. Segundo informações divulgadas pelo portal Axios, as autoridades israelenses temem que as manobras militares sejam utilizadas como “cortina de fumaça” para preparar um ataque surpresa contra o país. Fontes israelenses admitem que, embora as chances de uma agressão imediata sejam estimadas em menos de 50%, o histórico recente impede qualquer subestimação da ameaça.
A postura de Tel Aviv tornou-se consideravelmente mais rígida após os eventos de 7 de outubro, elevando o nível de alerta e reduzindo a tolerância a qualquer movimentação suspeita na região. Apesar da preocupação israelense, a inteligência dos Estados Unidos informou que, até o momento, não detectou indícios concretos de que o Irã esteja organizando um ataque iminente.
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No entanto, o tenente-general Eyal Zamir, das Forças de Defesa de Israel (IDF), já solicitou ao Comando Central dos EUA (CENTCOM) que mantenha prontidão para uma eventual resposta rápida.
Risco de guerra por erro de cálculo e ataques preventivos
Especialistas e fontes diplomáticas alertam que o perigo mais crítico reside na possibilidade de um conflito desencadeado por falhas de interpretação de ambos os lados. Existe o temor de que, diante da percepção de uma ameaça iminente, qualquer uma das partes opte por um ataque preventivo como medida de autodefesa, gerando uma escalada de violência involuntária. Tanto as IDF quanto o CENTCOM optaram por não comentar oficialmente os detalhes operacionais sobre essa coordenação militar.
A tensão é agravada pelo esforço iraniano em reconstruir seu arsenal bélico. Embora a capacidade atual do Irã ainda não tenha retomado os níveis anteriores à guerra de 12 dias ocorrida em junho — quando contava com cerca de 3.000 mísseis e 400 lançadores —, relatórios indicam que o regime de Teerã acelerou a recomposição de suas forças nos últimos meses.
Arsenal de mísseis equipara-se à ameaça nuclear, diz senador
A gravidade do cenário foi reforçada pelo senador norte-americano Lindsey Graham. Em entrevista recente, o parlamentar afirmou que o desenvolvimento da tecnologia de mísseis por parte do Irã atingiu um patamar de periculosidade equivalente ao seu programa nuclear. Para Graham, a sofisticação e o alcance desses armamentos representam um desafio central para a estabilidade no Oriente Médio e para a segurança nacional de Israel, exigindo vigilância constante das potências ocidentais.


