Vulcão no Havaí entra em erupção explosiva; fragmentos gigantes e lava paralisam a Ilha Grande

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O vulcão Kilauea, reconhecido como um dos mais ativos do planeta, voltou a dar sinais de sua força avassaladora na última quinta-feira. Localizado na Ilha Grande do Havaí, o vulcão lançou jatos de lava âmbar que ultrapassaram os 200 metros de altitude. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a atividade teve início por volta das 11h (horário local), transformando a paisagem em um espetáculo de fogo e fumaça que pôde ser acompanhado em tempo real por transmissões ao vivo. Até agora, estima-se que o volume de material expelido já some 3,6 milhões de metros cúbicos.

Diante da intensificação do fenômeno, as autoridades agiram rapidamente para garantir a segurança da população e dos visitantes. O Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, que atrai mais de um milhão de turistas anualmente, teve suas atividades suspensas. O Serviço Nacional de Parques reforçou a necessidade do uso de roupas compridas e proteção ocular para quem estiver na região, visando reduzir o contato com cinzas e tefra — pequenos fragmentos vítreos altamente irritantes para os olhos e o sistema respiratório.

Riscos ambientais e alertas meteorológicos

O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu um comunicado de alerta sobre a queda de cinzas na porção sudeste da ilha. Além das partículas finas, a agência alertou para a possibilidade de queda de grandes fragmentos de tefra, comparáveis ao tamanho de uma bola de futebol americano, nas proximidades do cume. Esse material, embora leve como espuma, representa um risco físico considerável. Vale destacar que a área imediata à erupção já permanece isolada desde 2007 devido a perigos estruturais, como fendas no solo e deslizamentos de terra.

Histórico de Atividade e Impactos

O histórico do Kilauea é marcado por uma atividade constante, com dezenas de erupções registradas desde 1952. Embora a duração desses eventos seja imprevisível — podendo variar de poucos dias a mais de um ano —, as autoridades permanecem em vigilância constante. A memória da erupção de 2018 ainda é recente e serve como aviso, já que, naquela ocasião, o avanço da lava resultou na destruição de residências e no deslocamento forçado de centenas de moradores da Ilha Grande.

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