Vulcão Mayon se torna bomba-relógio com atividade ininterrupta e deixa as Filipinas em alerta

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O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia (Phivolcs) reportou uma escalada na instabilidade do vulcão Mayon neste domingo. Segundo o órgão estatal, foram contabilizados 256 episódios de quedas de rochas e 41 fluxos piroclásticos nas últimas horas, sinalizando a persistência do movimento de lava.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Philstar, o monitoramento técnico registrou a emissão de 777 toneladas métricas de dióxido de enxofre apenas no sábado. Além disso, análises da deformação do solo revelam que o vulcão mantém um estado de “inchaço”, fator que confirma a pressão interna e a continuidade da atividade magmática.

Medidas de segurança e histórico de erupções

A região permanece sob Alerta de Nível 3, classificação mantida desde o início de janeiro. Colunas de vapor com cerca de 200 metros de altura foram observadas dispersando-se para o nordeste, o que reforça a necessidade de isolamento da área. As autoridades locais reiteraram a proibição rigorosa de entrada na “Zona de Perigo Permanente”, citando riscos iminentes de avalanches, explosões e desprendimento de rochas.

O histórico do Mayon é severo, contabilizando mais de 50 erupções nos últimos cinco séculos, sendo a última grande ocorrência em 2018, quando milhares de moradores precisaram abandonar suas casas.

Tragédia e resgates em aterro sanitário

Paralelamente à crise vulcânica, as Filipinas enfrentam as consequências de um grave desabamento em um aterro sanitário na cidade de Cebu. O balanço oficial de mortos subiu para seis neste domingo após a localização de mais dois corpos. Segundo Dave Tumulak, porta-voz da gestão de riscos local, cerca de 30 trabalhadores continuam desaparecidos sob os detritos. O acidente ocorreu na última quinta-feira em uma unidade privada da região de Visayas Central.

Desafios nas operações de busca

O trabalho das equipes de resgate na cidade de Cebu acontece sob condições extremas. Além do volume massivo de resíduos, os socorristas lutam contra chuvas constantes e o risco de explosões devido à presença de gás metano nos escombros. A instabilidade do terreno e a natureza perigosa dos destroços têm dificultado o avanço das buscas, enquanto as famílias aguardam por notícias dos desaparecidos em meio ao cenário de devastação.

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