Vírus Nipah deixa uma vítima fatal em Bangladesh em meio a preocupações em portos e aeroportos na Ásia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, nesta sexta-feira, o falecimento de uma mulher em decorrência do vírus Nipah em Bangladesh. A paciente, que tinha entre 40 e 50 anos e residia no distrito de Naogaon, apresentou os primeiros sintomas, incluindo febre e complicações neurológicas, em 21 de janeiro.
Após ser hospitalizada no dia 28, exames laboratoriais confirmaram a infecção pelo patógeno, que é conhecido pela sua alta taxa de letalidade e pela ausência de vacinas ou tratamentos específicos.
Transmissão e histórico do caso
De acordo com o relatório da agência de saúde, a vítima não possuía histórico de viagens recentes. No entanto, a investigação apontou que ela havia consumido seiva de tâmara crua, uma prática comum na região que é identificada como uma das principais vias de transmissão do vírus Nipah. O patógeno costuma ser transmitido por morcegos frugívoros, que contaminam alimentos ou superfícies com fluidos corporais.

Alerta regional e resposta internacional
A notícia da morte em Bangladesh ocorre em um momento de vigilância redobrada na Ásia, logo após a confirmação de dois casos no estado de Bengala Ocidental, na Índia. Essa proximidade geográfica levou diversos países vizinhos a intensificarem os controles sanitários em portos e aeroportos. Apesar do cenário de alerta, a OMS avalia que o risco de uma propagação em escala internacional permanece baixo. No momento, a organização não orienta a imposição de restrições comerciais ou de viagens para as áreas afetadas.
Um desafio para a saúde pública
Classificado pela OMS como um patógeno de alta prioridade, o vírus Nipah preocupa as autoridades sanitárias devido à sua gravidade clínica. Além do contágio por alimentos contaminados, o vírus também pode ser transmitido através do contato próximo entre humanos.
Embora o risco global seja considerado baixo pela agência, o histórico de surtos recorrentes na Malásia, Cingapura, Filipinas e, especialmente, na Índia e em Bangladesh desde o final da década de 90, mantém as equipes de vigilância epidemiológica em prontidão contínua.


