Venezuela se prepara para “guerra prolongada” contra os EUA a medida que aumenta os receios de intervenção militar

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Em uma forte declaração, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que o país está pronto para enfrentar uma “guerra prolongada” contra os Estados Unidos. Segundo o ministro, a justificativa norte-americana de combater o narcotráfico no sul do Mar do Caribe é apenas um pretexto para uma possível intervenção militar.

“Sabemos que isso não tem nada a ver com drogas. Eles querem acabar com a Revolução Bolivariana, o que eles chamam de ‘mudança de regime’. Há muito tempo estamos preparados para qualquer guerra prolongada”, disse Cabello em seu programa Con el Mazo Dando. Ele destacou ainda que, para a surpresa de “lacaios”, até mesmo alguns setores da oposição venezuelana se uniram para defender o país.

Cabello argumentou que as ações e o cerco dos EUA são infundados, já que a Venezuela “não produz drogas, não cultiva coca, não cultiva maconha” e o tráfico é “desprezível”. O ministro, no entanto, ressaltou que a Venezuela possui recursos naturais valiosos como petróleo, gás, ouro e coltan, além de dignidade, que segundo ele “esqueceram” em Washington.

“Quando se trata de defender a pátria, tudo vale, menos se fazer de bobo e não defendê-la”, afirmou. O ministro concluiu que a “libertação nacional” se refere às ações defensivas que Caracas vem realizando, e que o confronto é a mesma guerra que o país tem travado há 500 anos: “Eles querem que sejamos uma colônia, e não seremos colônia de ninguém.”

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