“Vamos ter paz no mundo”, diz Trump enquanto dezenas de países assinam o pacto do presidente americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente na última quinta-feira o Conselho da Paz, uma iniciativa diplomática ambiciosa que busca estabelecer o que ele classificou como uma “paz bela, duradoura e gloriosa” em escala planetária. Durante a cerimônia, Trump defendeu uma visão de geopolítica unificada, afirmando que não enxerga fronteiras rígidas, mas sim o mundo como uma só região que necessita de estabilidade imediata.
Segundo o líder norte-americano, o projeto não é apenas um fórum de debates, mas uma ferramenta ativa para garantir a segurança em pontos críticos do globo, consolidando sua estratégia de liderança internacional.
O balanço de um ano e a visão de segurança mundial
Em um discurso marcado pelo otimismo, Trump sustentou que o cenário internacional apresentou melhoras drásticas nos últimos doze meses. Ele enfatizou que, sob sua gestão, o mundo tornou-se mais próspero, seguro e pacífico, alegando ter extinguido diversos focos de tensão que eram desconhecidos pela opinião pública.
A tese central de seu governo é que a proatividade diplomática permitiu avanços onde governos anteriores falharam, criando o ambiente necessário para o nascimento deste novo órgão regulador de conflitos, que agora conta com o aval de diversas potências regionais.
O documento de fundação do Conselho da Paz recebeu a assinatura de representantes de 18 nações, evidenciando um arco de alianças que atravessa diversos continentes. Participaram formalmente do pacto o Bahrein, Marrocos, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bulgária, Hungria, Indonésia, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Paquistão, Paraguai, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Mongólia, além de uma menção ao representante de Gosto.
Entre os signatários, países como Argentina, Armênia, Azerbaijão, Indonésia, Hungria, Paquistão, Paraguai, Cazaquistão e Uzbequistão enviaram seus próprios líderes de Estado, enquanto os demais foram representados por suas cúpulas ministeriais, sendo todos chamados por Trump de “amigos” pessoais e aliados na nova ordem internacional.
Autonomia estratégica e o foco na Faixa de Gaza
Embora uma das prioridades imediatas do Conselho seja supervisionar e mediar a situação humanitária e política na Faixa de Gaza, o escopo do órgão é vasto. Trump declarou que, com a estrutura totalmente formada, a organização terá liberdade para intervir e colaborar em praticamente qualquer cenário global, sempre em busca de restaurar governanças consideradas confiáveis e legais. Fontes ligadas à Casa Branca, consultadas pelo Axios, reforçaram que o órgão não será limitado a uma única crise geográfica, funcionando como uma força-tarefa diplomática para áreas ameaçadas por conflitos de qualquer natureza.
O embate com as estruturas tradicionais da ONU
O nascimento deste Conselho também levanta questões sobre a eficácia de instituições multilaterais já estabelecidas. Análises de veículos como o Financial Times sugerem que a iniciativa de Trump pode competir diretamente com as Nações Unidas, uma vez que o estatuto do novo órgão destaca a urgência de uma consolidação da paz mais ágil e menos burocrática.
Apesar de o presidente americano ter mencionado que o trabalho será feito em colaboração com a ONU, o tom do projeto sinaliza uma busca por resultados práticos e imediatos que muitas vezes esbarram nas limitações dos fóruns internacionais tradicionais. Atualmente, estima-se que 25 países já aceitaram formalmente o convite para integrar a organização, superando as expectativas iniciais de adesão.


