“Uma civilização desaparecerá”: Trump faz alerta apocalíptico ao Irã e forças de Israel e EUA atacam ferrovias do regime
O cenário de tensão no Oriente Médio atingiu um ponto crítico nesta terça-feira com o encerramento do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. Em uma declaração contundente publicada em sua plataforma, Truth Social, Trump alertou que o mundo está prestes a testemunhar um dos momentos mais decisivos da história moderna. O tom da mensagem foi de extrema gravidade, com o presidente americano sugerindo que o descumprimento do ultimato poderia levar a consequências fatais para a nação persa.
“Esta noite, uma civilização inteira desaparecerá para sempre. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu o mandatário em sua rede social. Apesar do tom apocalíptico, Trump indicou que ainda enxerga uma brecha para mudanças, mencionando que a República Islâmica passou por uma “mudança completa e total, na qual prevalecem mentalidades diferentes”. Segundo o presidente, essa nova dinâmica abre espaço para que “algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer”.
O ultimato, que fixou o horário limite para as 20h (horário de Washington), ocorre em um momento de mudança na retórica de Trump sobre a República Islâmica. Segundo o mandatário, o país passa por uma transformação interna que pode culminar em algo “revolucionário”. No entanto, a ameaça de uma escalada militar permanece como o pano de fundo principal, especialmente após os sucessivos avisos de Washington sobre ataques a estruturas vitais do país caso o bloqueio marítimo persista.
Ofensiva terrestre e alvos estratégicos
Enquanto o relógio avança para o fim do prazo americano, as Forças de Defesa de Israel (FDI) intensificaram a pressão militar sobre o território iraniano. A Força Aérea Israelense executou bombardeios contra dez pontos estratégicos, incluindo pontes e trechos ferroviários fundamentais. De acordo com fontes de segurança, o objetivo central da operação é paralisar a logística da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), impedindo o transporte de sistemas de armas e suprimentos militares por meio da infraestrutura nacional.
Os ataques já resultaram em impactos civis e logísticos severos. Na cidade de Kashan, autoridades locais confirmaram a morte de duas pessoas após o bombardeio de uma ponte ferroviária. Em Mashhad, a segunda maior cidade do país, o sistema de trens foi paralisado por tempo indeterminado após os alertas emitidos por Israel. O governo israelense reiterou que a destruição de infraestruturas-chave visa causar danos econômicos diretos ao regime iraniano como forma de retaliação e contenção.
Ataques dos EUA e o terminal de petróleo de Kharg
Somando-se à ofensiva israelense, as forças armadas dos Estados Unidos realizaram operações diretas contra alvos militares na Ilha de Kharg. A localização é considerada o “coração” das exportações iranianas, abrigando o principal terminal de petróleo do país. A ação militar americana na ilha, reportada por fontes oficiais de alto escalão, serve como uma demonstração de força poucas horas antes do vencimento do ultimato presidencial.
A estratégia aliada sinaliza uma coordenação para enfraquecer os pilares econômicos e militares do Irã simultaneamente. Caso o Estreito de Ormuz não seja liberado conforme as exigências de Washington, a ameaça é de que a próxima fase de ataques inclua usinas de energia e outras estruturas essenciais, elevando o conflito a um nível de confronto direto sem precedentes na região.