Trump teria decidido por intervenção no Irã; ataque pode ocorrer nas próximas 24 horas

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A tensão geopolítica no Oriente Médio atingiu um nível crítico com a possibilidade iminente de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã. De acordo com informações de um alto funcionário europeu citadas pela agência Reuters, a ação poderia ser concretizada nas próximas 24 horas.

A movimentação ocorre em um momento de fragilidade da nação persa, que enfrenta semanas de intensos protestos antigovernamentais. A viabilidade de uma ofensiva também foi corroborada por fontes europeias e israelenses; estas últimas indicam que o presidente Donald Trump parece ter tomado uma decisão favorável à intervenção, embora detalhes estratégicos sobre o momento exato e a magnitude da operação ainda não tenham sido divulgados.

Crise econômica e incentivo externo às manifestações

O estopim da atual crise interna iraniana remete ao final de dezembro, quando uma onda de protestos em massa tomou as ruas após o fechamento de comércios na capital. O movimento foi motivado pela desvalorização histórica do rial iraniano frente ao dólar americano, o que asfixiou a economia local.

Diante do cenário de instabilidade, o governo dos Estados Unidos endureceu o discurso, condicionando uma possível intervenção à segurança dos manifestantes. Em declarações recentes, Trump incentivou os cidadãos iranianos a manterem os protestos para retomar o controle das instituições nacionais, afirmando publicamente que o suporte externo estaria a caminho.

Acusações de Teerã e o balanço de vítimas

Em contrapartida, as autoridades de Teerã rechaçam a legitimidade dos protestos e acusam potências estrangeiras de interferência direta. O governo iraniano alega que os Estados Unidos e Israel estão promovendo uma “guerra suave” para desestabilizar o país, inclusive mediante a infiltração de agentes ligados ao grupo terrorista Estado Islâmico.

Enquanto a retórica de guerra avança, os custos humanos da crise interna são alarmantes. Dados fornecidos por autoridades iranianas à Reuters indicam que o conflito já resultou na morte de cerca de 2.000 pessoas, número que engloba tanto civis manifestantes quanto integrantes das forças de segurança do Estado.

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