Trump pode se retirar das negociações de paz com a Ucrânia em breve
O cenário diplomático entre Estados Unidos e Ucrânia enfrenta um momento de incerteza aguda. De acordo com uma reportagem da revista The Atlantic, cresce em Kiev o temor de que o presidente Donald Trump possa abandonar as mediações nas próximas semanas.
O motivo seria o peso crescente das eleições de meio de mandato (midterms) nos EUA, que podem transformar o processo de paz em um desgaste político para a Casa Branca.
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Analistas sugerem que, caso perceba que o diálogo não renderá frutos eleitorais imediatos, Trump poderá se retirar das tratativas, atribuindo a interrupção a uma suposta intransigência das partes envolvidas no conflito.
O esforço diplomático de Kiev no Salão Oval
Essa tensão ocorre quase um ano após o emblemático encontro no Salão Oval, em fevereiro de 2025, que reuniu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Donald Trump e o vice-presidente JD Vance. Desde então, o governo ucraniano tem se empenhado em projetar uma imagem de flexibilidade e disposição para o acordo.
Em declarações à The Atlantic, Zelensky reforçou que Trump tem em mãos a oportunidade de consolidar seu legado como um “pacificador” global, o que poderia, inclusive, impulsionar seu desempenho nas urnas americanas.
A linha vermelha de Zelensky: paz com dignidade
Apesar do apelo ao pragmatismo de Washington, a postura de Zelensky mantém limites claros. O líder ucraniano enfatizou que não aceitará uma resolução que sacrifique os interesses fundamentais de seu povo, afirmando categoricamente que prefere a ausência de um acordo a um “acordo ruim”.
Conforme relatado pelo jornalista Simon Schuster, mesmo após quatro anos de um conflito exaustivo, Zelensky sinaliza que a Ucrânia está preparada para manter a resistência pelo tempo que for necessário, priorizando uma paz que seja, acima de tudo, digna e duradoura.


