Trump planeja ataque estratégico para dar o ‘empurrão final’ na queda do regime iraniano

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O cenário geopolítico no Oriente Médio atingiu um novo patamar de tensão nesta quinta-feira. Fontes do governo dos Estados Unidos informaram que o presidente Donald Trump está considerando seriamente a execução de ataques militares contra líderes e forças de segurança do regime iraniano.

O objetivo central da estratégia seria fomentar as revoltas populares já existentes no país, criando o ambiente necessário para uma transição de poder em Teerã.

Essa movimentação ganha coro com relatos da emissora israelense KAN News, que indicam uma disposição de Washington para uma ação de grande escala.

Impasse diplomático e exigências de Washington

A possibilidade de uma intervenção militar ressurge após o fracasso de sucessivas tentativas de mediação internacional. Esforços diplomáticos liderados por nações como Turquia, Omã e Catar não conseguiram aproximar as posições de Washington e Teerã.

De acordo com informações obtidas pelo The New York Times, a administração Trump estabeleceu três pilares inegociáveis para um novo acordo: o encerramento definitivo do enriquecimento de urânio, a imposição de limites severos ao programa de mísseis balísticos e a interrupção do apoio a milícias regionais, incluindo Hamas, Hezbollah e os Houthis.

A mensagem enviada pelos mediadores ao governo iraniano foi direta, sugerindo que o país ofereça concessões reais para evitar um conflito armado.

Ameaças de escalada e o fantasma de 2025

Através de suas redes sociais, o presidente Trump intensificou a retórica agressiva, anunciando que uma nova armada naval está a caminho da região. O republicano alertou que, caso o Irã não retorne à mesa de negociações, os EUA poderão realizar ataques “rápidos e violentos”.

Trump enfatizou que o tempo está se esgotando e que qualquer nova incursão superaria em magnitude a Operação Martelo da Meia-Noite, ocorrida em junho de 2025. O foco imediato das forças americanas seriam os comandantes e as instituições responsáveis pela repressão aos manifestantes iranianos, que já ocupam as ruas há dois meses.

Divergências estratégicas entre aliados

Apesar do alinhamento político, autoridades de inteligência de Israel e dos Estados Unidos demonstram cautela quanto à eficácia de ataques aéreos isolados. Um alto funcionário israelense destacou que a queda de um regime complexo como o da República Islâmica dificilmente ocorreria sem a presença de tropas em solo.

A avaliação é que a eliminação de figuras de topo, como o Líder Supremo Ali Khamenei, poderia resultar apenas em uma substituição de liderança dentro da mesma estrutura. Relatórios de inteligência sugerem que, embora a crise econômica e os protestos tenham enfraquecido o governo, o regime ainda mantém um controle firme sobre o aparato de segurança.

A nova estrutura de poder em Teerã

Enquanto as tensões aumentam, o centro de poder no Irã passa por transformações internas. Aos 86 anos, o Aiatolá Ali Khamenei afastou-se da gestão cotidiana e mantém-se em locais seguros após as baixas sofridas pela cúpula militar no último ano.

Atualmente, a administração do Estado está concentrada em figuras ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), como o conselheiro Ali Larijani.

A estratégia de Trump, segundo analistas ocidentais, pode estar mais focada em forçar uma troca de comando — similar à operação recente realizada na Venezuela — do que na destruição total do sistema governamental iraniano.

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