Trump lança provocação à Europa com imagens de IA da Groenlândia tomada pelos EUA

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O cenário político internacional foi sacudido na última terça-feira por novas publicações do presidente Donald Trump, que utilizou imagens geradas por inteligência artificial para reforçar suas ambições sobre a Groenlândia. Em uma das ilustrações, o mandatário norte-americano aparece no Salão Oval ao lado de importantes líderes europeus, apresentando um mapa no qual o território ártico já aparece ostentando a bandeira dos Estados Unidos.

gráfico sugere uma reconfiguração territorial drástica, incluindo não apenas a ilha dinamarquesa, mas também o Canadá e a Venezuela sob o domínio de Washington.

Outra imagem divulgada pelo presidente mostra uma cena simbólica de conquista, onde ele, acompanhado pelo vice-presidente JD Vance e pelo secretário de Estado Marco Rubio, hasteia a bandeira americana em solo groenlandês. O registro digital inclui uma placa que identifica a região como “Território dos EUA” com a inscrição “desde 2026”, marcando o que seria o início oficial da anexação pretendida pela atual administração.

Sanções econômicas e retaliação aos aliados da OTAN

A ofensiva visual de Trump ocorre em paralelo a medidas econômicas severas contra aliados tradicionais. Na semana passada, a Casa Branca oficializou a imposição de uma tarifa de 10% sobre todos os produtos importados de oito nações europeias: Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. A medida é uma resposta direta ao envio de tropas desses países para a Groenlândia, um movimento militar que visava conter as pretensões de Washington na região.

De acordo com o cronograma anunciado pelo governo americano, as sanções econômicas devem entrar em vigor no dia 1º de fevereiro. Caso a postura dos países europeus não se altere, as tarifas sofrerão um reajuste agressivo, saltando para 25% a partir de 1º de junho deste ano. O anúncio aprofunda a crise diplomática, transformando uma disputa territorial em uma guerra comercial de larga escala.

Resposta europeia e o impasse diplomático

As nações afetadas, todas integrantes da OTAN, reagiram de forma imediata e veemente às sanções impostas por Washington. Em um movimento de união inédito dentro da aliança, os oito países emitiram comunicados denunciando o que consideram uma agressão econômica injustificada e uma violação da soberania dinamarquesa.

Os líderes europeus prometeram uma resposta conjunta e coordenada contra as tarifas americanas. O bloco busca agora estratégias para proteger suas economias enquanto mantém a presença militar na ilha ártica, sinalizando que a pressão econômica de Trump pode não ser suficiente para forçar um recuo no flanco norte da Europa.

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