Trump declara emergência nacional contra Cuba e mira fornecedores de petróleo e provoca reação imediata de Rússia e China

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra Havana ao assinar, nesta quinta-feira, uma ordem executiva que declara “estado de emergência nacional”. No documento, a Casa Branca classifica a ilha caribenha como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à estabilidade do Hemisfério Ocidental.

A medida marca o auge de uma escalada de tensões, fundamentada em alegações de que o governo cubano estaria servindo de base para o estabelecimento de capacidades militares e de inteligência de adversários de Washington, como Rússia, China e Irã, além de supostamente abrigar grupos como Hamas e Hezbollah.

Retaliação econômica e ameaça de bloqueio naval

A nova ordem executiva vai além da retórica e estabelece punições severas para tentar asfixiar a economia da ilha. O governo Trump anunciou a imposição de tarifas contra qualquer país que comercialize petróleo com Cuba, acompanhadas de ameaças de retaliação direta a nações que desafiarem as diretrizes de Washington.

Nos bastidores diplomáticos, já se ventila a possibilidade de um bloqueio naval total para interromper o fluxo de combustíveis, uma estratégia que especialistas comparam à pressão exercida recentemente sobre a Venezuela. Para a Casa Branca, Havana utiliza a migração e alianças estratégicas com “atores malignos” como ferramentas de desestabilização regional.

Havana promete resistência “até a última gota de sangue”

Em resposta imediata, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel rebateu as acusações, classificando-as como “draconianas” e desprovidas de autoridade moral. O mandatário lembrou que Cuba enfrenta o embargo econômico dos EUA há 66 anos e afirmou que o país está preparado para defender sua soberania territorial de qualquer agressão militar.

Díaz-Canel atribuiu a grave crise econômica da ilha ao “estrangulamento extremo” imposto por Washington e acusou a administração Trump de transformar vidas humanas em negócio. “Cuba não ataca, tem sido atacada”, declarou o presidente em sua plataforma digital.

Rússia e China reforçam aliança inabalável com a ilha

A ofensiva americana gerou reações imediatas nas potências aliadas de Havana. O presidente russo, Vladimir Putin, reiterou que a solidariedade de Moscou a Cuba é “inabalável”, enquanto o representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzia, alertou que os EUA não conseguirão repetir em Cuba o cenário de intervenção visto na Venezuela.

Pequim também se manifestou, garantindo que continuará fornecendo assistência e apoio técnico à ilha, independentemente das sanções de Trump. Tanto Moscou quanto Pequim pediram que Washington retorne aos parâmetros do direito internacional, alertando que o endurecimento do bloqueio mina a paz e a estabilidade em toda a América Latina.

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