Trump dá 24 horas para o Irã render-se ao acordo ou enfrentar “aniquilação total
O cenário diplomático entre Washington e Teerã atingiu um ponto crítico nesta sexta-feira. O presidente Donald Trump estabeleceu um prazo de 24 horas para o desfecho das negociações com o Irã, alertando explicitamente para a possibilidade de uma intervenção militar caso os diálogos fracassem. Em declarações ao New York Post, o mandatário americano afirmou que o mundo saberá o resultado “em breve”, enfatizando que as forças navais dos Estados Unidos já estão de prontidão.
Segundo Trump, o sistema de defesa está sendo “reiniciado”, com navios de guerra equipados com o que descreveu como o arsenal mais avançado já produzido na história. O presidente reiterou que, na ausência de um acordo satisfatório nas reuniões agendadas para este sábado, os Estados Unidos não hesitarão em utilizar esses recursos bélicos, prometendo uma atuação de alta eficácia.
Cúpula em Islamabad e a linha de frente diplomática
Para mediar este impasse, uma delegação de alto nível dos EUA, liderada pelo vice-presidente JD Vance, partiu com destino a Islamabad, no Paquistão. O grupo de negociadores conta com figuras estratégicas da administração, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente. Do lado iraniano, a expectativa é que a mesa de discussões conte com a presença de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, e do chanceler Abbas Araghchi.
Apesar da mobilização diplomática, o tom de Trump permanece marcado pelo ceticismo. O presidente questionou a veracidade das intenções de Teerã, apontando uma suposta contradição entre as promessas feitas a Washington sobre o desmantelamento do programa nuclear e as declarações dadas à imprensa iraniana a favor do enriquecimento de urânio.
Pautas cruciais e exigências de lado a lado
O centro da disputa envolve temas sensíveis de segurança global, com foco direto na limitação do programa de enriquecimento de urânio e na restrição do desenvolvimento de mísseis balísticos pelo Irã. Outro ponto vital para os interesses internacionais é a garantia da reabertura completa e segura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o comércio global de energia.
Em contrapartida, a delegação iraniana busca concessões sólidas da Casa Branca. O principal objetivo de Teerã nas conversações de Islamabad é obter garantias formais dos Estados Unidos para um cessar-fogo permanente e o fim definitivo das hostilidades entre as duas nações, tentando assegurar estabilidade política e econômica para a região.