Trump classifica eleições dos EUA como “fraudadas” e exige nova legislação imediata
O presidente Donald Trump voltou a utilizar a rede social Truth Social para atacar a integridade do processo democrático nos Estados Unidos. Em nova investida, o mandatário classificou as eleições do país como “fraudadas, roubadas e motivo de chacota no mundo todo”. A retórica serviu de base para um apelo direto aos parlamentares republicanos no Congresso, exigindo apoio irrestrito a mudanças estruturais nas regras de votação.
A “lei para salvar a américa” e o fim do voto por correio
Como solução para as supostas irregularidades, Trump defendeu a aprovação de um pacote de medidas intitulado “Lei para Salvar a América”. O projeto sustenta-se em três pilares restritivos: a obrigatoriedade de documentos de identificação para todos os votantes, a exigência de comprovação de cidadania no ato do registro eleitoral e o fim quase total do voto por correspondência. Segundo a proposta, o envio de cédulas pelo correio seria limitado exclusivamente a casos de doença, deficiência, serviço militar ou viagens comprovadas. Para o presidente, a reforma é uma questão de sobrevivência nacional, afirmando que, sem essas correções, o país deixaria de existir.
Repercussão de conteúdo racista e teorias da conspiração
A manifestação ocorre em um momento de forte desgaste para a imagem da Casa Branca, após a divulgação de um vídeo com teorias conspiratórias sobre o pleito de 2020.
A peça audiovisual, que gerou ampla condenação pública, utilizou manipulações digitais para exibir o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama com feições de primatas. Mesmo diante das críticas ao conteúdo de teor racista, o presidente optou por manter o foco na narrativa de fraude eleitoral para pressionar sua base aliada.


