Trump apoia projeto que mira Brasil e potências por comércio com a Rússia
O senador republicano Lindsey Graham anunciou nesta quinta-feira ter recebido o aval do presidente Donald Trump para avançar com um projeto de lei que visa sancionar nações que mantêm relações comerciais de petróleo com a Rússia.
Segundo Graham, a proposta recebeu o “sinal verde” do mandatário após uma reunião descrita pelo parlamentar como “muito produtiva”. O objetivo central da medida é cortar o fluxo financeiro que sustenta as operações militares russas em território ucraniano.
Leia+ Trump diz que governo dos EUA seguirá administrando a Venezuela e seu petróleo por anos
Pressão diplomática sobre o Brasil e potências emergentes
Em suas redes sociais, o senador destacou que a legislação proporcionará à Casa Branca uma ferramenta de pressão significativa sobre parceiros comerciais estratégicos, citando nominalmente Brasil, China e Índia.
Para Graham, o projeto confere a Trump uma influência determinante para desestimular esses países de adquirir o petróleo russo, cujo valor reduzido tem sido apontado como a principal fonte de financiamento para o que o senador chamou de “banho de sangue” promovido por Vladimir Putin contra a população ucraniana.
O impacto no financiamento da máquina de guerra
A justificativa de Graham é que as negociações energéticas com o Kremlin alimentam diretamente a estrutura militar russa. O parlamentar argumenta que a nova lei permitirá punir financeiramente os governos que se beneficiam dos preços baixos do combustível russo, interrompendo o ciclo que mantém a “máquina de guerra” ativa.
O senador reforçou a urgência da medida, afirmando que, enquanto a Ucrânia busca concessões para a paz, Putin mantém uma postura agressiva e continua a vitimar inocentes.
Histórico da proposta e o impasse em Kiev
Embora o projeto já contasse com apoio majoritário no Senado desde julho do ano passado, sua tramitação havia sido interrompida por um pedido da Casa Branca, que buscava espaço para negociações diplomáticas.
Atualmente, o cenário é de alta tensão: Kiev sofre crescente pressão de Washington para selar um acordo de paz, mas o governo ucraniano resiste em ceder a região de Donetsk e em abrir mão da gestão da maior usina nuclear da Europa, exigências fundamentais impostas por Moscou para o fim do conflito que já se estende por quase quatro anos.


