Trump ameaça intervenção militar para manter controle de base no Oceano Índico

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom em relação à disputa de soberania no arquipélago de Chagos, alertando que não hesitará em utilizar força militar para garantir a segurança da base aérea e naval de Diego Garcia.

A declaração surge após o Reino Unido decidir ceder o controle do arquipélago às Ilhas Maurício, um movimento que o líder americano classifica como uma ameaça direta aos interesses de segurança nacional.

Após uma conversa telefônica com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Trump foi enfático ao afirmar que se reserva o direito de reforçar a presença militar na região caso o contrato de arrendamento seja questionado ou se as operações americanas forem colocadas em risco. O presidente destacou que a base é um ativo estratégico inegociável, afirmando que jamais permitirá que a presença dos EUA seja prejudicada por “falsas alegações ou absurdos ambientais”.

O valor estratégico no Oceano Índico

O arquipélago de Chagos ocupa uma posição geográfica crucial no Oceano Índico, servindo como ponto de apoio fundamental para bombardeiros de longo alcance e navios de guerra que operam no Sudeste Asiático. O acordo firmado em maio de 2025 previa que Londres transferisse a soberania para Maurício, mantendo o arrendamento da base de Diego Garcia por um valor anual de 101 milhões de libras (cerca de 136 milhões de dólares) pelo prazo de 99 anos.

Apesar dos termos do contrato, a Casa Branca vê com ceticismo a estabilidade da região sob nova administração. Para o governo Trump, qualquer mudança no status quo representa uma brecha que pode ser explorada por adversários geopolíticos.

Críticas à diplomacia britânica e influência global

Trump não poupou críticas à decisão de Londres, descrevendo a transferência de soberania como um “ato de grande estupidez”. Em suas declarações, o presidente comparou a vulnerabilidade da região com outros interesses territoriais, mencionando que a segurança nacional americana exige posturas de força e não de concessão.

Segundo o presidente, a decisão britânica é lida por potências como China e Rússia como um sinal de “extrema fraqueza”. Trump reforçou que sua liderança busca restaurar o respeito internacional através da demonstração de poder, garantindo que os Estados Unidos agirão unilateralmente para proteger seus ativos militares caso sintam que a estabilidade no Índico foi comprometida pela diplomacia do Reino Unido.

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