Tragédia em MG: buscas entram no 2º dia em Juiz de Fora e Ubá com novo aumento de mortos e dezenas de desaparecidos
As equipes do Corpo de Bombeiros avançaram, nesta quarta-feira (25), para o segundo dia de operações intensas nos escombros de Juiz de Fora e Ubá. O rastro de destruição deixado pelo temporal do início da semana já contabiliza dezenas de vítimas fatais e milhares de cidadãos sem moradia.
Em Juiz de Fora, os registros oficiais apontam 37 mortos e 31 desaparecidos, enquanto Ubá contabiliza sete óbitos e dois desaparecidos. Vale ressaltar que a sétima morte em Ubá, causada por eletrocussão, ainda aguarda integração ao balanço oficial da Defesa Civil e da Prefeitura.
A tragédia vitimou perfis diversos, incluindo uma professora e vários estudantes. As fatalidades se concentraram em bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. Durante a última madrugada, o trabalho das equipes de resgate resultou na localização de cinco corpos nos bairros Paineiras, Esplanada e Vila Ideal.
No total, Juiz de Fora já soma quase 800 chamados de emergência, a maioria relacionada a deslizamentos de terra e inundações, com cerca de mil imóveis ainda privados de energia elétrica.
Vulnerabilidade habitacional e estatísticas de risco
A gravidade do desastre reflete um problema estrutural histórico. Dados do Cemaden posicionam Juiz de Fora como a 9ª cidade brasileira com o maior contingente populacional vivendo sob ameaça de desastres naturais. Com uma população total de aproximadamente 540.756 habitantes, o município possui 128.946 pessoas residindo em áreas suscetíveis a deslizamentos e enxurradas. Isso significa que quase 24% dos moradores da cidade estão expostos a riscos geológicos e hidrológicos severos, conforme aponta o levantamento atualizado em 2024.