Tempestade geomagnética severa pode atingir a Terra neste sábado e provocar aurora boreal nos EUA, incluindo Nova Iorque
A observação da aurora boreal poderá ocorrer de forma intermitente durante esta noite e ao longo de todo o fim de semana. O fenômeno é impulsionado por uma instabilidade crescente nas condições do clima espacial, que deve elevar a atividade geomagnética entre o final desta sexta-feira e as primeiras horas de sábado, 3 de janeiro.
O principal gatilho para essa intensificação é a aproximação de uma ejeção de massa coronal (EMC) de deslocamento lento, que está em rota lateral em relação à Terra.
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O impacto das ejeções de massa coronal na Terra
Cientificamente, uma EMC consiste em uma vasta nuvem de plasma e campos magnéticos expelida pelo Sol. O espetáculo visual ocorre quando esse material atinge o campo magnético terrestre, desencadeando tempestades geomagnéticas que tornam as auroras mais vibrantes e visíveis em latitudes mais baixas do que o habitual.
Especialistas em meteorologia espacial preveem que, caso o impacto ocorra conforme o esperado, o planeta enfrentará níveis de atividade variando entre leve (G1) e moderada (G2). Sob condições de nível G2, residentes de estados ao norte dos EUA, como Nova York e Idaho, poderão ter o privilégio de avistar o fenômeno.
Ventos solares e a influência dos buracos coronais
Além da massa coronal, a Terra segue sob a influência de ventos solares de alta velocidade, originados em um grande buraco coronal na superfície solar. Dados da NOAA e do Met Office indicam que essa corrente de partículas manterá o ambiente geomagnético instável, garantindo que as auroras permaneçam ativas em altas latitudes. Embora a tendência seja de uma estabilização gradual dos ventos até domingo, episódios isolados de luzes no céu ainda podem ser registrados no início das noites.
Fatores de incerteza no monitoramento espacial
A previsão conta ainda com um elemento de imprevisibilidade monitorado de perto pelos centros de meteorologia. Existe a possibilidade residual de uma ejeção de massa coronal liberada no dia 20 de dezembro atingir as proximidades da Terra. Embora os modelos matemáticos sugiram que as chances de um impacto direto sejam baixas e que qualquer reforço na atividade geomagnética seja mínimo, o monitoramento contínuo é mantido para identificar variações súbitas que possam alterar o alcance das auroras boreais.


