Tarcísio usa prisão de Maduro para encurralar Lula: “Apoio explícito de quem o chamava de companheiro”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou apoio à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e à captura de Nicolás Maduro.
Através de suas redes sociais, o governador classificou Maduro como um “ditador cruel e corrupto”, destacando o sofrimento da população venezuelana que enfrentou desemprego e o exílio forçado.
Tarcísio aproveitou o episódio para traçar um paralelo com a política brasileira, afirmando que a derrota da esquerda na Venezuela precede o que ele projeta ser o fim do ciclo atual do governo federal no Brasil ao final deste ano.
Conivência e críticas à diplomacia brasileira
Mesmo sem mencionar diretamente o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tarcísio inseriu em seu pronunciamento registros de encontros entre o petista e Maduro. O governador argumentou que a manutenção do regime venezuelano foi alimentada por omissão e apoio explícito de lideranças que tratam o líder capturado como aliado político. Para o chefe do executivo paulista, a repressão no país vizinho é resultado direto dessa rede de suporte internacional.
Lula repudia intervenção e alerta para precedentes perigosos
Em contrapartida, o presidente Lula condenou veementemente a operação norte-americana. O mandatário brasileiro classificou os bombardeios e a prisão da cúpula venezuelana como uma “linha inaceitável” que ultrapassa os limites diplomáticos.
Segundo Lula, a ação representa uma afronta gravíssima à soberania nacional e estabelece um precedente perigoso para a ordem mundial, onde a força militar se sobrepõe ao direito internacional e ao multilateralismo. O presidente alertou que tais medidas podem mergulhar a comunidade internacional em um cenário de caos e instabilidade.
Detalhes da captura e acusação nos Estados Unidos
A confirmação da prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa veio através de Donald Trump, que detalhou o transporte dos detidos para Nova York a bordo do navio Iwo Jima, da Marinha dos EUA. A operação, descrita como um ataque de larga escala em conjunto com forças policiais, fundamenta-se em acusações de narcotráfico e terrorismo apresentadas pela procuradora-geral americana, Pam Bondi. Imagens divulgadas por Trump mostram Maduro sob custódia, utilizando óculos escuros e protetores auriculares, embora ainda não existam registros visuais da primeira-dama venezuelana após a captura.


