Taiwan realiza exercícios de prontidão para combate com força aérea e exército em meio à ameaça da China

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Diante da crescente pressão militar exercida por Pequim, as Forças Armadas de Taiwan realizaram uma série de manobras de prontidão de combate envolvendo sua força aérea e divisões terrestres. Os exercícios destacaram a operacionalidade de sistemas de armas avançados adquiridos junto aos Estados Unidos, servindo como uma demonstração de resistência da ilha autogovernada.

Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores da China não emitiu uma resposta oficial sobre as atividades militares taiwanesas.

A persistente reivindicação de Pequim e a retórica de força

O impasse geopolítico centra-se na insistência do Partido Comunista Chinês em considerar Taiwan parte integrante de seu território, embora nunca tenha exercido controle administrativo sobre a ilha, situada a 130 quilômetros do continente. O presidente Xi Jinping tem sido enfático ao afirmar que a reunificação nacional é um objetivo inegociável, reiterando que o uso da força militar permanece como uma opção estratégica viável para garantir a soberania chinesa sobre a região.

Estratégias de bloqueio e o horizonte de 2027

A estratégia de pressão de Pequim manifesta-se em incursões diárias e exercícios de larga escala, incluindo simulações de bloqueio naval e aéreo. Relatórios recentes do Pentágono sugerem que a China trabalha com a meta de estar capacitada para vencer um conflito direto contra Taiwan até o final de 2027. Em contrapartida, a Estratégia de Segurança Nacional dos EUA coloca a dissuasão de um confronto no Estreito de Taiwan como uma prioridade absoluta, defendendo o fortalecimento bélico da ilha para prevenir qualquer agressão externa.

No centro da defesa aérea taiwanesa estão os caças F-16, fabricados pela Lockheed Martin. Durante as recentes manobras, a frota — que supera 200 unidades — executou decolagens de emergência para validar a capacidade de resposta imediata a violações do espaço aéreo.

Oficiais da Força Aérea explicaram que o protocolo de alerta máximo é acionado sempre que vetores não identificados cruzam a linha mediana do Estreito. Nas últimas 24 horas, o Ministério da Defesa registrou a presença de quatro aeronaves e cinco navios chineses, além da detecção de um balão de vigilância ao norte da ilha.

Tensão diplomática e o período do Ano Novo Lunar

Enquanto o 10º Corpo do Exército de Taiwan assegura que as tropas permanecerão em vigilância constante durante o feriado do Ano Novo Lunar, a retórica chinesa endurece.

O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, Zhang Xiaogang, classificou a questão como um assunto puramente interno e alertou que tentativas de independência serão severamente punidas, comparando a contenção de forças separatistas a “pegar uma tartaruga em um pote”. O cenário futuro aponta para a manutenção da pressão militar de Pequim, o que deve impulsionar Taiwan a buscar novos contratos de defesa e armamentos com os EUA.

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