Sol registra maior erupção de 2026 em sua face oculta; veja vídeo
Satélites da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, monitoraram entre o último domingo e segunda-feira uma erupção solar de grandes proporções. O fenômeno ocorreu na face do Sol que atualmente não está voltada para a Terra, o que impõe desafios técnicos para a medição precisa de sua magnitude.
Este evento já é classificado como a segunda erupção de classe X registrada apenas no início de 2026, superando em intensidade a explosão ocorrida no dia 8 de janeiro.
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A detecção foi possível graças à observação de uma massiva ejeção de plasma no espaço. De acordo com o Laboratório de Astronomia Solar da Academia Russa de Ciências, as dimensões exatas e os impactos reais só poderão ser analisados daqui a dois dias, quando a rotação solar posicionar a região ativa em direção ao horizonte visível do nosso planeta.
Radiação e bloqueio natural
A localização atual da região instável serve como uma barreira natural, pois o próprio disco solar impede que a maior parte da radiação direta atinja a Terra. No entanto, os cientistas russos explicam que o fenômeno foi detectado porque a fonte da explosão estava situada logo abaixo da linha do horizonte solar, permitindo que parte da radiação das camadas superiores da atmosfera da estrela “vazasse” e chegasse aos sensores terrestres.
Limitações de monitoramento
Apesar da gravidade do evento, a potência total desta explosão jamais será conhecida com exatidão. Atualmente, não existem satélites posicionados no lado oposto do Sol que possuam a instrumentação necessária para realizar uma medição completa. Somente quando a área afetada estiver visível é que os meteorologistas espaciais poderão emitir previsões mais concretas sobre possíveis tempestades geomagnéticas e suas consequências para as comunicações e redes elétricas na Terra.


