Sol dispara erupção gigantesca e causa blecaute de rádio em toda África e Europa

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O Sol segue proporcionando um espetáculo de atividade intensa nesta semana. Na manhã desta quarta-feira (4), uma poderosa erupção solar de classe X4.2 foi registrada, resultando em interrupções temporárias nas comunicações de rádio em partes da África Ocidental e no sul da Europa.

O fenômeno ocorreu no início do dia, atingindo seu pico às 9h13 (horário de Brasília), quando uma onda de radiação intensa atingiu a atmosfera superior do nosso planeta.

A origem de tamanha energia é a região de manchas solares AR4366, um grupo magneticamente complexo e em rápida expansão. Desde que surgiu, há poucos dias, essa área tem sido o epicentro de uma série contínua de potentes explosões. De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, erupções de classe X representam o nível mais alto de intensidade solar, com capacidade de causar distúrbios generalizados em sistemas de comunicação e tecnologia.

Interrupções de transmissão de rádio durante a erupção solar X4.2.(Crédito da imagem: Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA)
Muita energia, pouco material lançado

Apesar da magnitude do evento atual, os especialistas notam uma característica curiosa na região 4366: embora produza explosões fortíssimas, ela tem lançado pouco material solar para o espaço. Até o momento, nenhuma Ejeção de Massa Coronal (EMC) significativa — que são grandes nuvens de plasma capazes de gerar tempestades geomagnéticas severas — foi detectada após este último evento X4.2. A única exceção relevante foi uma erupção anterior de magnitude 8,4, que atingiu a Terra apenas de raspão.

Monitoramento e possíveis efeitos

Mesmo sem grandes ejeções de plasma, os meteorologistas espaciais alertam para a possibilidade de tempestades geomagnéticas de menor intensidade (nível G1) entre hoje e amanhã. A mancha solar responsável pelo fenômeno é considerada colossal, possuindo cerca de 15 vezes o diâmetro da Terra.

Uma visão em dois painéis da região ativa AR4633, a mancha solar que produz erupções solares e que está atualmente voltada para a Terra. O painel da esquerda mostra a região em luz alfa do hidrogênio, revelando fitas de erupção na cromosfera e finas fibrilas magnéticas, enquanto o painel da direita mostra a mesma área em luz visível 30 minutos depois, destacando a estrutura da mancha solar, uma ponte de luz de plasma e a granulação na superfície do Sol. A imagem foi capturada em 1º de fevereiro no Arizona usando um refrator de 160 mm.(Crédito da imagem: Mark Johnston)

Devido às suas dimensões, ela pode ser observada do nosso planeta com o uso de óculos especiais para eclipses. Cientistas permanecem em alerta, pois a região continua voltada para a Terra e não apresenta sinais de redução em sua atividade ruidosa.

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