Rússia realiza ataque intenso com míssil com capacidade nuclear no Oeste da Ucrânia a poucos km do território da OTAN; vídeos
O cenário de guerra na Ucrânia atingiu um novo patamar de tensão após as forças armadas russas confirmarem o disparo do míssil hipersônico Oreshnik durante um bombardeio massivo realizado na madrugada desta sexta-feira. O ataque, que atingiu alvos no oeste ucraniano, foi oficialmente confirmado por Kiev, que destacou a proximidade da queda do artefato com a fronteira da União Europeia.
De acordo com o Kremlin, a utilização deste armamento de alcance intermediário serve como retaliação a uma suposta tentativa de ataque ucraniano contra a residência oficial de Vladimir Putin, ocorrida no final do mês passado — acusação que tanto a Ucrânia quanto os Estados Unidos refutam veementemente.
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Impacto estratégico e geopolítico
A diplomacia ucraniana reagiu prontamente, alertando que o uso de uma arma com tamanha capacidade destrutiva em áreas adjacentes ao território da OTAN configura uma ameaça direta à segurança de todo o continente europeu. O governo de Kiev classificou as justificativas de Moscou como infundadas e instou seus aliados internacionais a intensificarem as sanções contra o governo russo.
No terreno, o governo da região de Lviv relatou danos severos em infraestruturas críticas, com suspeitas de que o alvo principal tenha sido uma unidade estratégica de armazenamento subterrâneo de gás.
O Simbolismo do Arsenal Oreshnik
Embora Vladimir Putin descreva o Oreshnik como uma arma invencível, capaz de superar dez vezes a velocidade do som e possuir poder comparável ao de ogivas nucleares, analistas internacionais observam o caráter psicológico do lançamento. Relatos preliminares indicam que, assim como no teste realizado em novembro de 2024, o míssil pode ter sido equipado com ogivas inertes, sugerindo uma demonstração de força em vez de uma intenção puramente destrutiva.
O movimento ocorre em um momento sensível, logo após aliados europeus avançarem nas discussões sobre garantias de segurança para a Ucrânia em um eventual cenário de cessar-fogo.
Crise humanitária na capital
Enquanto o míssil hipersônico dominava as atenções internacionais, ataques convencionais atingiram severamente Kiev, resultando em pelo menos uma fatalidade e ferimentos em equipes de resgate. O prefeito da capital, Vitali Klitschko, informou que a infraestrutura urbana foi duramente afetada, deixando cerca de metade dos edifícios residenciais sem sistema de aquecimento em pleno inverno.
A ofensiva russa parece ser uma resposta direta às movimentações diplomáticas da última semana, onde potências como França e Grã-Bretanha sinalizaram a disposição de enviar tropas para monitorar a paz em um futuro acordo, proposta que o Ministério das Relações Exteriores da Rússia já classificou como uma “ameaça direta” à sua soberania.