Rússia promete resposta militar completa com ‘todos os meios’ em eventual ataque europeu
Em entrevista recente à emissora russa NTV, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, buscou neutralizar os rumores de uma possível expansão do conflito ucraniano para o restante do continente. O chanceler foi enfático ao declarar que Moscou não possui planos nem interesse estratégico em atacar nações europeias, classificando tal iniciativa como “absolutamente inútil” para os interesses russos no momento atual.
Apesar do tom diplomático quanto às intenções de paz, Lavrov enviou um alerta severo sobre as consequências de uma agressão direta ao território da Federação Russa. Segundo o ministro, caso a Europa leve adiante o que ele descreveu como “ameaças de guerra”, a resposta do Kremlin não se limitaria ao formato da “operação militar especial” vista na Ucrânia. Citando as diretrizes do presidente Vladimir Putin, Lavrov afirmou que a Rússia utilizaria todo o seu arsenal e meios doutrinários disponíveis para uma resposta militar completa e definitiva.
Percepção de hostilidade nas lideranças ocidentais
O chefe da diplomacia russa apontou que discursos de figuras centrais do cenário político europeu — mencionando nomes como Mark Rutte (OTAN), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia) e o chanceler alemão Friedrich Merz — sinalizam uma preparação sistemática para um confronto armado.
Para Lavrov, embora o objetivo de impor uma “derrota estratégica” à Rússia tenha perdido força nos palanques públicos, ele permanece enraizado nos planos de bastidores das potências ocidentais, que seguem utilizando o governo de Kiev como ferramenta de desgaste contra Moscou.
Oposição ao cenário de “histeria” bélica
Reforçando a linha adotada pelo governo russo, o texto resgata falas de Vladimir Putin que caracterizam a narrativa de uma invasão russa iminente como uma “histeria” das elites governantes europeias. De acordo com a visão do Kremlin, existe um esforço deliberado por parte de líderes ocidentais para convencer suas populações de um perigo inexistente, ignorando as repetidas garantias russas de que o foco militar do país permanece restrito aos objetivos traçados para a região ucraniana.
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