Rússia exige que EUA reconsiderem prisão de Maduro e alerta para desestabilização global

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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou formalmente seu repúdio à recente operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na detenção do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Em nota oficial divulgada neste sábado, o governo russo classificou o episódio como uma agressão direta e instou a Casa Branca a reconsiderar a custódia do líder latino-americano. Moscou defende a libertação imediata de Maduro, a quem reconhece como o governante legítimo de uma nação soberana, e enfatiza que a resolução de impasses diplomáticos entre Washington e Caracas deve ocorrer estritamente por meio do diálogo político.

A captura e o destino dos detidos

O desdobramento da crise ganhou contornos dramáticos após o presidente Donald Trump confirmar que Maduro e Flores foram retirados da Venezuela durante incursões aéreas que atingiram a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua. A prisão foi posteriormente ratificada pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que cobrou publicamente que os Estados Unidos apresentem provas de vida do casal.

No campo jurídico, a Procuradora-Geral americana, Pamela Bondi, afirmou que ambos já estão em solo americano e enfrentarão o sistema judiciário do país. O líder venezuelano responde a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armamento pesado, com o processo concentrado no Distrito Sul de Nova York.

Ofensiva militar e denúncias de Caracas

O governo venezuelano classifica os bombardeios desta madrugada como uma agressão militar de extrema gravidade e uma violação direta aos princípios da Carta das Nações Unidas, citando o desrespeito à soberania nacional e à proibição do uso da força.

Em comunicado, Caracas argumenta que a ação militar esconde interesses econômicos, visando o controle de recursos estratégicos como petróleo e minerais. Para o governo local, a tentativa de forçar uma mudança de regime em aliança com setores da oposição interna é vista como uma estratégia neocolonial que atenta contra a estabilidade de toda a região da América Latina e do Caribe.

Mobilização nacional e vias diplomáticas

Diante da ofensiva, Nicolás Maduro decretou estado de comoção externa em todo o território venezuelano antes de sua captura, orientando as instituições e a população para uma transição à resistência armada. O governo da Venezuela reiterou que o povo permanece firme na defesa de sua independência e que não cederá às pressões externas.

No plano diplomático, a gestão venezuelana anunciou que acionará instâncias internacionais de peso, como o Conselho de Segurança da ONU, a CELAC e o Movimento dos Países Não Alinhados, buscando uma condenação formal contra as ações do governo dos Estados Unidos e a responsabilização pelos ataques.

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