Relator da CPI investiga se Vorcaro usou empresa da família Toffoli para lavar dinheiro

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, detalhou nesta quinta-feira (26) as linhas de investigação que miram transações financeiras suspeitas envolvendo familiares do ministro Dias Toffoli.

Em entrevista exclusiva ao programa Estúdio i, da GloboNews, o parlamentar explicou que a hipótese central é de que uma empresa ligada à família do magistrado tenha servido como veículo para lavagem de dinheiro de um grupo criminoso operado pelo Banco Master.

A ofensiva da CPI ganhou força após a aprovação da quebra de sigilo da empresa Maridt Participações e da convocação de José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro, para prestarem esclarecimentos sobre relações com a gestora Reag.

Blindagem judicial no STF e ausência em depoimentos

Apesar do avanço das investigações no Senado, uma decisão do Supremo Tribunal Federal trouxe um novo ingrediente à disputa política. O ministro André Mendonça, relator do “Caso Master” na Corte, concedeu autorização para que os irmãos de Toffoli não compareçam à CPI. A decisão atendeu a um pedido da defesa, que argumentou que, por estarem na condição de investigados, o comparecimento dos sócios da Maridt seria facultativo.

A empresa em questão, que já teve participações em empreendimentos de luxo no Paraná, como o resort Tayayá, é o ponto de partida para que os senadores compreendam o fluxo de capitais entre o setor privado e grupos financeiros sob suspeita.

Durante sua fala à GloboNews, Alessandro Vieira fez questão de ressaltar que o ministro Dias Toffoli, individualmente, não é o alvo das apurações, mas sim os mecanismos de infiltração do crime organizado no Estado brasileiro. O senador afirmou que a CPI trabalha com a tese final de corrupção sistêmica, que poderia alcançar órgãos de fiscalização como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e até mesmo instâncias do Poder Judiciário.

A investigação busca desvendar como o grupo vinculado a Daniel Vorcaro teria conseguido estabelecer conexões tão profundas em unidades de fiscalização e esferas de poder público.

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