Reino Unido posiciona submarino nuclear “à espreita” no Mar Arábico para possível ataque ao Irã
Em um movimento que intensifica a presença militar ocidental no Oriente Médio, o Reino Unido teria deslocado um de seus submarinos de propulsão nuclear mais avançados para o Mar Arábico. O HMS Anson, pertencente à Marinha Real Britânica, partiu do porto de Perth, na Austrália, no início de março, e já teria percorrido cerca de 8 mil quilômetros até alcançar as águas estratégicas da região. A embarcação opera atualmente de forma discreta, mantendo-se em estado de alerta monitorado em meio ao agravamento das tensões geopolíticas locais.
Poder de Fogo e alcance estratégico
A mobilização do HMS Anson representa um aumento significativo na capacidade de dissuasão britânica. Equipado com torpedos pesados Spearfish e, principalmente, com mísseis de cruzeiro Tomahawk Block IV, o submarino possui um raio de alcance de aproximadamente 1.600 quilômetros. Esse posicionamento permite que as forças do Reino Unido realizem ataques de precisão contra alvos terrestres, incluindo o território iraniano, caso haja autorização oficial para uma escalada ofensiva. Questionado sobre a movimentação, o Ministério da Defesa britânico optou por não emitir comentários sobre operações em curso.
Reação diplomática e tensões com Teerã
A resposta do governo iraniano ao deslocamento naval foi imediata e incisiva. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou duramente a postura do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, acusando-o de expor a população do Reino Unido a riscos desnecessários ao envolver o país no conflito. Segundo Araghchi, o uso de bases e ativos britânicos em ações contra o Irã é visto como uma colaboração direta com a estratégia de Washington.
Em diálogo com autoridades britânicas, o chanceler iraniano reforçou que tais medidas serão registradas como atos de agressão na história das relações bilaterais. Ele alertou que a cooperação militar de Londres com os Estados Unidos terá consequências diretas, intensificando o clima de hostilidade entre as nações em um momento de extrema fragilidade diplomática na região.