Receber o amor do Pai para entregar ao próximo
“Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como Eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros.” (João 13:34-35)
Jesus disse aos Seus seguidores: “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como Eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (v. 34). Os discípulos podem ter pensado que isso era impossível, mas o próprio mandamento contém a resposta sobre como podemos, de fato, obedecê-lo.
O caminho para o amor
Antes que alguém possa amar como Jesus ama, deve primeiro receber Seu amor. Só então seremos capazes de emular esse amor para com aqueles ao nosso redor e apontá-los para Aquele que se preocupa mais profunda e abundantemente do que podemos imaginar.
O Senhor nos capacita a ser “imitadores de Deus, como filhos amados”. Só então seremos capazes de “viver em amor, seguindo o exemplo de Cristo, que nos amou” (Efésios 5:1-2). E quando o fazemos, realizamos algo grandioso e glorioso e, como resultado, somos abençoados.
As dimensões do amor
Existem três capacidades de amor neste contexto:
- Amor vertical pelo Senhor;
- Amor horizontal uns pelos outros;
- Amor mútuo que demonstra o nosso amor pelo Senhor.
O que torna o mandamento “novo”?
Amar as outras pessoas como a nós mesmos não era um mandamento novo (Levítico 19:18; Mateus 5:43-48). O elemento “novo” aqui, porém, é amar “como Eu os amei”. O padrão de amor de Jesus é o Seu próprio sacrifício amoroso pelos outros. Esta frase vai além do preceito de Levítico; a novidade reside em amar assim como Jesus amou: morrendo na cruz.
A ênfase está em um novo modo de amar. O tipo de amor que Jesus exige eleva o sentimento a um nível totalmente diferente. É a marca distintiva do cristão. O amor abnegado é a nova norma para os crentes e a marca registrada do cristianismo genuíno.
Nota: O amor aos cristãos não implica que devemos amar menos aqueles que não aceitaram a Cristo.
Amor bíblico vs. conceito moderno
A ideia de “amor” é usada de forma aleatória hoje em dia e, muitas vezes, não corresponde ao amor bíblico. O amor bíblico não é apenas compartilhar interesses comuns; em vez disso, é tanto a disposição quanto a execução do amor sacrificial. Ele tem a ver com buscar o que é melhor para a outra pessoa.
Em 1 João, o apóstolo enfatiza que os crentes devem sacrificar seu próprio interesse pelos outros; é um amor de ação e custo pessoal. Aqueles que odeiam os outros ou guardam malícia para com os irmãos minam a própria essência do cristianismo.
Como Paulo expressa em 1 Coríntios 13, nada é louvável a menos que seja feito por amor. O amor deve ser buscado com verdade e bom senso (Efésios 4:15; João 7:24; 1 João 3:18), mas não pode ser deixado de lado em nenhuma circunstância.
Salete Sartori colunista do Devocional do dia


