Rabino alerta que profecias e sinais astronômicos raros coincidem com preparativos de guerra contra o Irã
O cenário global em 2026 atinge um ponto de ebulição com a convergência de prazos militares e datas sagradas. O presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um ultimato decisivo ao Irã, concedendo um período de 10 a 15 dias para a formalização de um novo acordo nuclear, sob pena de intervenção militar direta.
O que impressiona observadores e estudiosos é que este prazo coincide exatamente com o Purim, feriado judaico que celebra a reversão de um decreto de aniquilação na antiga Pérsia — atual Irã. Enquanto as tensões diplomáticas escalam, o Irã enfrenta uma onda de protestos internos sem precedentes, com milhares de mortos registrados em todas as províncias desde o final de 2025.
O fenômeno celular e a Lua de Sangue
Para o Rabino Mendel Kessin, especialista em tradição judaica e história térmica da espiritualidade, os eventos políticos estão alinhados a sinais astronômicos raros. Na noite de Purim, o céu apresentará uma “Lua de Sangue” (eclipse lunar total) visível nas Américas, Ásia e Austrália, acompanhada por um raro alinhamento de seis planetas. Na tradição cabalística, a ausência de Marte — o planeta de Esaú — nesse alinhamento sugere uma mudança na soberania espiritual do mundo.
Kessin aponta que o “Anel de Fogo” e a coloração avermelhada da lua são presságios de um julgamento divino iminente sobre as nações, preparando o terreno para uma transição messiânica.
Purim como o Espelho do Sinai
A análise teológica do Rabino Kessin estabelece uma distinção profunda entre a aceitação da Torá no Monte Sinai e o compromisso renovado em Purim. Enquanto o Sinai representou uma adesão sob pressão externa, Purim marcou o momento em que o povo judeu aceitou os mandamentos de forma voluntária e amorosa, mesmo diante do “ocultamento” de Deus.
Esse conceito de V’nahafoch hu (“e tudo se transformou”) é a essência do momento atual: a crença de que situações de extrema escuridão e ameaças genocidas, como as proferidas recentemente por líderes iranianos contra Trump e os EUA, trazem em si a semente de sua própria destruição e reversão.
Dentro da estrutura messiânica, Kessin identifica este período como a transição do Messias ben Yosef — a figura que promove a retificação política e física do mundo — para o Messias ben David. A neutralização das ameaças da Pérsia moderna é vista não apenas como um movimento geopolítico, mas como uma reencenação cósmica da erradicação do mal.
Para catalisar esse processo de redenção, o rabino defende a democratização do conhecimento sagrado por meio do projeto “Mapas da Mishná”, um sistema pedagógico revolucionário que visa tornar a Torá Oral acessível a todos, acreditando que o estudo e a clareza intelectual são as chaves finais para a paz universal e a reunião dos exilados.