Queda de Maduro: direita brasileira celebra “fim da tirania” enquanto esquerda denuncia “crime de soberania”

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A notícia de uma operação militar dos Estados Unidos em solo venezuelano, confirmada pelo presidente Donald Trump neste sábado (3), gerou uma onda imediata de reações no Congresso Nacional brasileiro.

O anúncio de que as forças americanas realizaram um ataque em larga escala em Caracas e capturaram o líder Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, dividiu opiniões entre parlamentares de diferentes espectros políticos, refletindo a polarização sobre a soberania na América Latina e a gestão de crises humanitárias.

Reações e críticas da esquerda

Parlamentares de partidos de esquerda reagiram com indignação, classificando a incursão militar como uma violação direta do direito internacional. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) descreveu a ação como um ataque inaceitável à soberania latino-americana, sugerindo que o real interesse de Washington reside nas reservas de petróleo venezuelanas, e não na defesa da democracia.

No mesmo tom, Maria do Rosário (PT-RS) expressou preocupação com os bombardeios em áreas civis e ressaltou que, até o momento, não foram apresentadas provas de vida de Maduro, alertando para os riscos de uma escalada de guerra no continente. O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) também manifestou estarrecimento, afirmando que a invasão bélica assumida pelos EUA atenta contra a paz mundial e exige um repúdio rigoroso da comunidade internacional.

Comemorações e apoio da direita

Por outro lado, membros da ala conservadora e da direita brasileira celebraram o anúncio da queda de Maduro, tratando o episódio como um passo fundamental para a restauração da liberdade no país vizinho. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que a prisão do “ditador” traz esperança aos venezuelanos e destacou que Maduro deve responder pelos crimes cometidos durante sua gestão.

O deputado Zucco (PL-RS) reforçou que o momento pode representar um marco histórico, sinalizando que regimes autoritários não são eternos. Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) classificou o ocorrido como uma “notícia maravilhosa”, associando a captura do líder venezuelano ao fim de um ciclo de opressão para a população local.

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