PSOL aciona PGR contra Nikolas por imagem IA de Lula sendo detido por agentes americanos

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O deputado federal Nikolas Ferreira e o senador Flávio Bolsonaro, ambos filiados ao Partido Liberal (PL), serão alvo de representações junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). A ofensiva jurídica ocorre após os parlamentares manifestarem apoio a uma possível intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, adotando uma postura que gerou forte reação entre membros do Legislativo brasileiro.

A movimentação jurídica foi encabeçada por lideranças do PSOL. O deputado federal Ivan Valente e o ex-presidente do partido, Juliano Medeiros, deram início à ação ainda no domingo.

Segundo Medeiros, a imunidade parlamentar não deve servir de escudo para declarações que sugiram o sequestro do presidente da República ou a violação da soberania nacional por forças estrangeiras. Para o dirigente, as falas extrapolam os limites do debate político e ferem preceitos legais fundamentais.

Polêmica com inteligência artificial

O estopim para a denúncia contra Nikolas Ferreira foi uma postagem nas redes sociais que utilizava uma imagem gerada por inteligência artificial. A ilustração retratava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo detido por agentes norte-americanos, estabelecendo um paralelo com a situação de Nicolás Maduro. A publicação alcançou rapidamente uma audiência massiva, superando a marca de 7 milhões de visualizações, o que amplificou a repercussão negativa entre seus opositores.

Imagem gerada artificialmente projeta cenário onde Lula é preso por agentes norte-americanos, sugerindo um desfecho semelhante ao do líder venezuelano. (Crédito: Reprodução/X)
Acusações de apologia ao golpe

A deputada federal Erika Hilton também confirmou que acionará a PGR, estendendo a denúncia ao senador Flávio Bolsonaro. A parlamentar sustenta que ambos cometeram apologia ao crime de golpe de Estado ao defenderem ataques à soberania brasileira.

Em suas críticas, Hilton destacou o juramento de fidelidade ao país feito pelos parlamentares e classificou a postura como uma submissão inaceitável a interesses estrangeiros, reforçando que sua função é proteger a independência e as instituições democráticas da República.

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