Porta-aviões dos EUA chega ao Caribe em meio a tensão regional e acusações da Venezuela de caçada a Maduro

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O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) anunciou neste domingo a entrada do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford no Mar do Caribe, como parte da “Operação Lança do Sul”. O Pentágono afirma que a missão é “eliminar narcoterroristas” do Hemisfério Ocidental e “derrotar e desmantelar redes criminosas”.

O Almirante Alvin Holsey, comandante do SOUTHCOM, declarou que o envio do USS Gerald R. Ford reforça a determinação em proteger a segurança regional e do território americano, estando preparados para “combater as ameaças transnacionais”. O grupo se unirá a outras forças já na área, incluindo o grupo de combate anfíbio USS Iwo Jima, formando a Força-Tarefa Conjunta Southern Spear.

A versão de Caracas: acusações de ‘mudança de regime’ e petróleo

Em contrapartida, a Venezuela reitera que a agressão militar dos EUA, que tem mobilizado uma força significativa desde agosto e realizado bombardeios no Caribe e Pacífico, tem como verdadeiro objetivo a “mudança de regime” no país e a apropriação de sua “imensa riqueza petrolífera”.

O presidente Nicolás Maduro denunciou repetidamente que as ações buscam “justificar uma guerra” para roubar as maiores reservas de petróleo e a quarta maior de gás do mundo. A vice-presidente Delcy Rodríguez alertou que os recursos venezuelanos são um “grande perigo” por serem alvo de forças externas, e mencionou uma “classe extremista” interna disposta a entregá-los a “centros de poder em Washington”.

Essa narrativa venezuelana é reforçada por relatórios da ONU e da própria DEA (agência antidrogas dos EUA), que indicam que a Venezuela não é um ponto crítico para o tráfico de drogas destinadas aos EUA, já que mais de 80% dos narcóticos utilizam a rota do Pacífico.

Repercussão internacional

A posição venezuelana ganhou apoio internacional. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, criticou as ações dos EUA, alertando que “não levarão a nada de bom”. Lavrov classificou a interceptação de navios sem “julgamento ou devido processo legal” como inaceitável, afirmando ser “assim que os estados párias operam” e que a política de Washington “não melhorará a reputação” americana na comunidade global.

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