Poderosas explosões solares ocorrem no Sol e ameaçam satélites, redes elétricas e comunicações na Terra
O Sol registrou uma atividade excepcionalmente intensa no início de fevereiro de 2026, liberando quatro erupções solares de grande magnitude em um curto intervalo de tempo. O ciclo de explosões teve início às 12h33 UTC do dia 1º de fevereiro, com um evento de classe X1.0.
Apenas onze horas depois, a estrela emitiu uma erupção massiva de magnitude X8.1, seguida por outros dois eventos significativos nas primeiras horas do dia 2 de fevereiro. O evento X8.1 entra para a história como a 19ª explosão mais forte já registrada e a mais poderosa desde outubro de 2024.
Leia+ Cientistas investigam misterioso “pássaro” de dimensões colossais registrado próximo ao Sol
A origem da instabilidade no aglomerado RGN 4366
De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, essa sequência de bombardeios solares provém de um aglomerado de manchas solares identificado como RGN 4366. Este grupo iniciou recentemente sua trajetória de rotação que o posiciona em direção à Terra, aumentando a vigilância dos especialistas.
A complexidade dessa região sugere que, caso continue a evoluir, há chances elevadas de novos eventos de partículas energéticas e ejeções de massa coronal (EMCs), fenômenos que exigem monitoramento constante devido ao seu potencial de impacto.

NASA/SDO )
Impactos tecnológicos e o espetáculo das auroras
As ejeções de massa coronal são grandes explosões de plasma que, ao atingirem a magnetosfera terrestre, podem gerar consequências ambivalentes. Por um lado, elas são responsáveis pelos deslumbrantes espetáculos visuais das auroras polares; por outro, representam um risco real à infraestrutura tecnológica moderna.
A interação dessas partículas com o nosso planeta pode causar interferências em satélites de comunicação, afetar redes elétricas e prejudicar sistemas de navegação global, como o GPS.
O ciclo solar e as perspectivas para 2026
A frequência elevada de notícias sobre a atividade solar nos últimos anos tem uma explicação científica fundamentada nos ciclos naturais da nossa estrela. O Sol passou recentemente pelo pico de seu ciclo de 11 anos, fase marcada pela máxima atividade e que proporcionou luzes intensas nos céus em 2024.
Embora a tendência seja de uma diminuição gradual até o início do próximo ciclo, previsto para 2030, os meteorologistas espaciais alertam que eventos extremos ainda podem ocorrer, mantendo a ciência em estado de prontidão para novas atividades “emocionantes” no clima espacial.


