PF obtém autorização de André Mendonça para quebrar sigilo de Lulinha

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão, tomada de forma sigilosa em janeiro deste ano, atendeu a um pedido da Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram desvios em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.

O movimento do Judiciário antecedeu a decisão da própria CPMI do INSS, que também aprovou medidas semelhantes contra o empresário nesta quinta-feira (26).

Suspeitas de sociedade oculta e o papel da PF

A Polícia Federal fundamentou o pedido ao Supremo após identificar citações ao nome de Fábio Luís em relatórios sobre o esquema de corrupção.

Segundo as investigações, reveladas inicialmente pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmadas pela TV Globo, existe a suspeita de que o filho do presidente tenha atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como o principal operador das irregularidades.

O elo entre os dois seria a empresária Roberta Luchsinger, que já foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto.

Cautela nas investigações e vínculos indiretos

Apesar da gravidade das medidas, os documentos da Polícia Federal ressaltam que as menções a Fábio Luís partiram de terceiros e que, até o momento, não foram encontrados elementos que comprovem uma participação direta nos atos ilícitos.

O relatório da PF destaca que tais afirmações devem ser analisadas com rigor e cautela para evitar conclusões precipitadas. O texto aponta que os vínculos identificados sugerem uma possível ajuda de Fábio em movimentações financeiras destinadas a projetos empresariais de Antônio Camilo, mas sem uma confirmação definitiva de crime por parte do empresário.

O posicionamento das autoridades e a neutralidade

Em trecho do documento, a Polícia Federal reforça o compromisso com a missão constitucional de entregar a verdade dos fatos sem interferências externas ou narrativas políticas. A instituição enfatiza a importância de assegurar que nenhuma injustiça seja cometida, especialmente diante do cenário de polarização política no país. Caso as hipóteses criminais sejam confirmadas após o cumprimento das medidas cautelares, a PF seguirá com as providências necessárias para a persecução penal.

Desdobramentos na CPMI do INSS

Paralelamente à decisão do STF, a CPMI do INSS aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís em uma sessão marcada por intensos debates e confusão entre parlamentares. O requerimento da comissão argumenta que o acesso aos dados bancários e ao Relatório de Inteligência Financeira (RIF) é um “imperativo técnico” para o avanço dos trabalhos.

O colegiado também classifica Roberta Luchsinger como uma peça central no “núcleo político” da organização, com atuação direta na ocultação de patrimônio e lavagem de capitais para o grupo liderado por Antônio Camilo Antunes.

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