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Petroleiros russos são atacados por drones navais em grande ofensiva da Ucrânia no Mar Negro; vídeo

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A Ucrânia intensificou sua estratégia de guerra econômica ao atingir dois petroleiros que operavam sob sanções no Mar Negro com drones navais. Os ataques ocorreram quando as embarcações se dirigiam a um porto russo para carregar petróleo com destino a mercados internacionais. O objetivo de Kiev é exercer pressão sobre a vasta indústria petrolífera da Rússia.

Os petroleiros atingidos foram identificados como Kairos e Virat. Segundo um funcionário do serviço de segurança da Ucrânia (SBU), ambos estavam vazios e navegavam em direção a Novorossiysk, um crucial terminal petrolífero russo no Mar Negro.

Imagens de vídeo compartilhadas por um oficial ucraniano mostram drones navais de alta velocidade se aproximando das grandes embarcações, seguidos por poderosas explosões que resultaram em incêndios.

O oficial afirmou que os petroleiros sofreram “danos críticos” e foram “efetivamente retirados de serviço”, representando um “golpe significativo para o transporte de petróleo na Rússia”.

O Kairos, de 274 metros, sofreu uma explosão e incêndio na sexta-feira (data não especificada no texto original, mas inferida pelo contexto), enquanto se dirigia do Egito para a Rússia, de acordo com o Ministério dos Transportes da Turquia. A tripulação foi resgatada.

O Virat foi atingido a cerca de 35 milhas náuticas da costa e sofreu um novo ataque no dia seguinte, resultando em danos leves acima da linha d’água em seu lado estibordo. A embarcação permanece em condição estável.

Ambos os navios, Kairos e Virat, estão listados como sujeitos a sanções impostas à Rússia após a invasão em grande escala da Ucrânia em 2022, conforme dados da LSEG.

Estratégia ucraniana e a “frota paralela”

Enquanto a Ucrânia tem focado em ataques a refinarias de petróleo russas com drones aéreos de longo alcance, o ataque aos petroleiros representa uma nova tática. Kiev tem apelado repetidamente ao Ocidente para que tome medidas concretas contra a chamada “frota paralela” da Rússia.

Essa frota, composta por centenas de navios, muitas vezes antigos e sem regulamentação, é vista pelo governo ucraniano como um meio de Moscou exportar grandes volumes de petróleo e financiar sua guerra, apesar das sanções ocidentais. A frota paralela ganhou proeminência após a invasão de 2022, ajudando a contornar as restrições destinadas a reduzir as receitas petrolíferas russas.

Impacto nas exportações e reação de terceiros

Em um incidente relacionado e divulgado separadamente, o Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC), que é responsável por mais de 1% do petróleo mundial, suspendeu suas operações. A suspensão ocorreu após um atracadouro no terminal russo do Mar Negro ter sido significativamente danificado por um ataque de drone naval ucraniano. As exportações da CPC são majoritariamente provenientes do Cazaquistão. O Cazaquistão classificou o ataque como inaceitável.

O uso de drones navais (lanchas não tripuladas carregadas de explosivos) tem sido crucial na contraofensiva da Ucrânia no Mar Negro, auxiliando a repelir a frota de navios de guerra russos.

A Turquia expressou preocupação com os ataques, afirmando que os incidentes ocorreram em sua zona econômica exclusiva e representam sérios riscos de segurança. Ancara está em contato com as partes para evitar que a guerra se espalhe para o Mar Negro e para proteger seus próprios interesses econômicos na região.

Não houve nenhum pronunciamento público da Rússia sobre os ataques no momento da reportagem.

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