Pentágono confirma morte de tripulantes de avião-tanque em queda no território iraquiano; causas do incidente são investigadas

Compartilhe

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou a queda de um avião-tanque KC-135 ocorrida na última quinta-feira, 12 de março, na região oeste do Iraque. De acordo com o comunicado oficial, a aeronave, que participava da “Operação Epic Fury” contra o Irã, levava seis tripulantes, dos quais quatro tiveram o óbito confirmado.

As equipes de resgate seguem operando no local, e o órgão militar ressaltou que, conforme as investigações preliminares, a queda não decorreu de fogo inimigo ou amigo. A identidade das vítimas será divulgada apenas após o prazo de 24 horas da notificação dos familiares.

Divergências sobre a causa da queda e ataques na região

A versão americana sobre o acidente contrasta com as declarações de autoridades militares iranianas, que afirmam que a aeronave foi abatida por um míssil lançado por grupos de resistência iraquianos, resultando na morte de todos os ocupantes. O cenário de insegurança na região foi agravado por um incidente paralelo em Erbil, no Iraque, onde o presidente francês, Emmanuel Macron, reportou a morte de um soldado e ferimentos em outros militares durante um ataque.

Este incidente integra uma escalada de hostilidades iniciada em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos conduziram um ataque coordenado ao Irã com o intuito de neutralizar ameaças da República Islâmica. A operação resultou nas mortes do aiatolá Ali Khamenei e de importantes comandantes militares, levando à sucessão de Mukhtaba Khamenei como novo líder supremo. Em retaliação, Teerã respondeu com ataques de drones e mísseis a bases americanas e alvos israelenses, além de impor um bloqueio quase total ao Estreito de Ormuz, via crucial para 20% do petróleo mundial.

Impacto nos mercados e ameaças de novos combates

A interrupção do tráfego em Ormuz provocou uma volatilidade histórica no mercado de energia, com o barril do petróleo bruto oscilando entre US$ 100 e US$ 120 no início da semana. Em seu primeiro pronunciamento oficial nesta quinta-feira, o novo líder iraniano, Mukhtaba Khamenei, ratificou a manutenção do bloqueio marítimo. Ele também sinalizou uma possível expansão do conflito, ameaçando abrir novas frentes de batalha em regiões onde, segundo ele, os adversários são mais vulneráveis e possuem pouca experiência tática.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

www.clmbrasil.com.br