Oposição pede tornozeleira e apreensão de passaporte de Lulinha em ação no STF
Nesta terça-feira, parlamentares da ala oposicionista protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de imposição de medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
O requerimento busca restringir a liberdade de locomoção do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sob a alegação de risco de fuga do país. Entre as medidas solicitadas estão o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão imediata de seu passaporte.
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O documento, liderado pelo deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) e assinado por figuras como o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A movimentação ocorre após a Polícia Federal sinalizar ao STF que investiga possíveis vínculos de Fábio Luís com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, suspeito de centralizar um esquema de fraudes previdenciárias.
Indícios de pagamentos e suspeita de sociedade oculta
A fundamentação do pedido baseia-se em registros de conversas e documentos que sugerem repasses fracionados à empresa de Fábio Luís, que totalizariam R$ 1,5 milhão. Segundo os parlamentares, há indícios de materialidade criminosa que justificam a intervenção judicial para assegurar a aplicação da lei penal. A argumentação reforça que o monitoramento é necessário para evitar que o investigado deixe o território nacional, o que comprometeria o andamento das apurações.
Relatórios da Polícia Federal, anteriormente divulgados pela imprensa, indicam que Lulinha poderia atuar como uma espécie de sócio oculto de Antunes. A investigação busca agora esclarecer se os valores citados possuem origem lícita ou se fazem parte da engrenagem de corrupção identificada no Instituto Nacional do Seguro Social.
Defesa reage e denuncia vazamentos políticos
Em contrapartida, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva adotou uma postura ofensiva contra a condução das investigações. O advogado Marco Aurélio Carvalho reuniu-se com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para formalizar um pedido de apuração interna sobre o vazamento de informações sigilosas. Para a defesa, a exposição de trechos da investigação possui motivação estritamente política e eleitoral, visando desgastar a imagem da família presidencial.
Carvalho, que integra o grupo de advogados Prerrogativas, classificou os vazamentos como “criminosos” e afirmou que, embora o trabalho da PF seja geralmente técnico, o tratamento dispensado ao filho do presidente tem sido uma exceção preocupante. O advogado defende que a honra de seu cliente está sendo atacada de forma deliberada antes mesmo de qualquer conclusão oficial sobre os fatos.


