Oposição celebra queda de escola de samba e promete rebaixar Lula nas eleições de outubro

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O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói do Grupo Especial do Rio de Janeiro tornou-se o novo centro de uma acalorada disputa política nesta quarta-feira. A escola, que estreava na elite do carnaval carioca homenageando a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, acabou na última colocação.

Parlamentares da oposição não demoraram a reagir, utilizando o resultado como um termômetro político para as próximas eleições presidenciais e criticando duramente as escolhas estéticas e temáticas da agremiação.

Críticas aos ataques aos valores familiares e religiosos

Um dos pontos centrais da polêmica envolveu a ala “Neoconservadores em Conserva”, que exibia fantasias simulando latas com rótulos de “família em conserva”. O senador Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para afirmar que instituições que atacam a família não merecem aplausos, citando ainda passagens bíblicas sobre colheita e semeadura.

A reação foi acompanhada por entidades religiosas no Congresso, como as Frentes Parlamentares Católica e Evangélica, que classificaram o desfile como um desrespeito à fé cristã. Até mesmo a OAB-RJ emitiu nota apontando a existência de preconceito religioso direcionado aos cristãos durante a apresentação.

Ofensiva jurídica e contestação de recursos públicos

A insatisfação da oposição ultrapassou as redes sociais e chegou aos tribunais. Ao menos dez iniciativas jurídicas foram protocoladas no Tribunal de Contas da União, na Justiça Federal e na Justiça Eleitoral, questionando o uso de verbas públicas no desfile e exigindo a devolução dos recursos repassados.

Apesar da pressão, o Tribunal Superior Eleitoral já havia rejeitado, de forma unânime, pedidos de liminares feitos pelos partidos Novo e Missão, que acusavam a escola e o PT de realizarem propaganda eleitoral antecipada.

Líderes políticos veem resultado como presságio para 2026

O desempenho da escola foi interpretado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro como um símbolo do atual momento político do país. O deputado Nikolas Ferreira e o ex-vereador Carlos Bolsonaro descreveram o resultado como uma “derrota humilhante” e um reflexo da gestão federal.

Nomes como a deputada Júlia Zanatta e o senador Sérgio Moro associaram o rebaixamento a um presságio para as eleições de 2026, enquanto o senador Rogério Marinho destacou que a tentativa de transformar o Sambódromo em palanque recebeu a resposta mais simbólica possível. Até o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, entrou no debate com um tom irônico sobre o destino da agremiação niteroiense.

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