O que se sabe do ataque a usina nuclear de zaporizhzhia na Ucrânia
Todos os olhos estão voltados para a usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, onde autoridades relataram um incêndio em meio a fortes bombardeios das forças russas. Aqui está o que sabemos:
O que aconteceu? Autoridades ucranianas disseram por volta das 2h30 locais de sexta-feira que um incêndio havia ocorrido no complexo de energia nuclear, localizado em Enerhodar, sudeste da Ucrânia.
A usina é a maior do gênero na Ucrânia e contém seis dos 15 reatores de energia nuclear do país, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Desde então, os combates pararam na área, disse um porta-voz da usina, Andrii Tuz, à CNN.
Quão séria é a situação? É difícil dizer, pois ainda há muito que não sabemos – como onde o incêndio está localizado dentro do complexo, se os reatores foram impactados, se existem sistemas de refrigeração secundários e terciários e muito mais.
Mas a planta não sofreu nenhum dano “crítico”, disse Tuz. O incêndio não afetou nenhum equipamento “essencial”, e a equipe está tomando medidas para mitigar qualquer dano, disse a AIEA, citando autoridades ucranianas.
Estamos vendo algum pico de radiação? Não – reguladores nucleares e órgãos governamentais nos EUA e na Ucrânia dizem que os níveis de radiação parecem normais no momento.
Quais são os riscos e qual a probabilidade deles? O pior cenário seria se um incêndio ou ataque atingisse os reatores, interrompesse seu sistema de resfriamento e causasse um colapso, o que liberaria grandes quantidades de radioatividade.
Graham Allison, professor do Belfer Center, da Universidade de Harvard, disse à CNN Internacional na sexta-feira que as plantas têm sistemas para combater incêndios automaticamente, mas não “todos os incêndios” – então a situação depende de onde o incêndio está acontecendo. E “nem todos os incêndios em uma usina têm consequências catastróficas”, disse ele.