No Senado, Zema protocola impeachment contra o ministro Moraes e critica ‘casta de intocáveis’.

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), cumpriu agenda em Brasília nesta segunda-feira (9/3) para formalizar um pedido de destituição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, que conta com o apoio da cúpula e da bancada do partido Novo, soma-se a uma lista de 65 requerimentos semelhantes que tramitam no Congresso Nacional desde 2019.

Durante o ato, o chefe do Executivo mineiro enfatizou que sua presença no Senado reflete o sentimento de um cidadão indignado com o atual cenário institucional do país, criticando o que chamou de uma percepção de impunidade entre membros do Judiciário.

Críticas à conduta do Judiciário e isolamento institucional

Em pronunciamento ao lado de parlamentares, Zema sublinhou que o Brasil tem perdido prestígio internacional devido a episódios recentes envolvendo o STF. Ele comparou a situação atual aos processos que levaram à queda de ex-presidentes da República, defendendo que a mesma fiscalização deve ser aplicada aos ministros da Suprema Corte.

O governador manifestou estranheza diante do silêncio de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e associações de magistrados, especialmente frente às denúncias de supostas relações entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Zema, a omissão dessas instituições e de centros acadêmicos prejudica a imagem da maioria dos magistrados honestos do país.

Tom eleitoral e cobrança ao Governo Federal

Prestes a deixar o cargo de governador para se dedicar à pré-candidatura presidencial, Zema utilizou o momento para traçar paralelos históricos e políticos. Ao citar o papel pioneiro de Minas Gerais na Independência, o político defendeu o fim do que chamou de “casta de intocáveis” no serviço público, criticando o uso de cargos para obtenção de vantagens financeiras no setor privado.

O tom de oposição também atingiu o Palácio do Planalto; Zema cobrou um posicionamento direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso, associando o silêncio do governo federal a uma suposta concordância com as irregularidades apontadas.

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