Nikolas Ferreira sobe o tom e chama Janja de sonsa em vídeo de resposta
O deputado federal Nikolas Ferreira publicou um vídeo de nove minutos nesta segunda-feira, 30 de março, para rebater declarações da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja. No conteúdo intitulado “Minha resposta à Janja”, o parlamentar utilizou termos fortes, classificando a esposa do presidente como “sonsa” e criticando o projeto de lei que trata da misoginia. Segundo o deputado, a proposta não foca na agressão física contra as mulheres, mas sim em um suposto patrulhamento ideológico sobre o que pode ou não ser dito em solo brasileiro.
Críticas ao projeto de lei e acusações de censura
Durante o desabafo nas redes sociais, Nikolas argumentou que o termo misoginia está sendo utilizado pela primeira-dama e por apoiadores do governo para calar vozes dissidentes. Ele afirmou que o texto da lei serviria como uma ferramenta de controle de discurso, em vez de oferecer proteção real às vítimas de violência. O parlamentar desafiou a narrativa governista ao afirmar que as pessoas conhecem as reais intenções por trás dos discursos ensaiados e das falas mansas apresentadas nas plataformas digitais.
Questionamentos sobre silêncio seletivo no governo
Um dos pontos centrais da crítica de Nikolas envolveu o caso do ex-ministro Silvio Almeida, demitido após denúncias de assédio. O deputado acusou Janja de manter um “silêncio seletivo”, afirmando que ela se solidariza apenas com as mulheres que lhe convêm politicamente. Além disso, o congressista apontou que mulheres teriam sido retiradas de cargos no governo federal para dar lugar a homens do Centrão por pura articulação política, o que, segundo ele, contradiz o discurso de valorização feminina da atual gestão.
Embate sobre estatísticas de violência
O parlamentar também rebateu as falas de Janja de que o projeto ajudaria a reduzir a criminalidade. Citando dados históricos, Nikolas destacou que os índices de mortes de mulheres cresceram durante as gestões do PT e voltaram a subir recentemente. Em resposta direta a um comentário anterior da primeira-dama — que sugeriu que ele se preocupava com vídeos enquanto mulheres morriam —, o deputado afirmou que a responsabilidade pela segurança pública cabe ao atual presidente da República e não aos opositores.