Netanyahu entrega dados de inteligência a Trump e pede inclusão de mísseis em possíveis alvos no Irã
O cenário geopolítico do Oriente Médio foi o tema central de um encontro de quase três horas entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na última quarta-feira.
Através de sua rede social, Truth Social, Trump classificou a reunião como produtiva e reforçou a solidez da aliança entre os Estados Unidos e Israel. Embora tenha destacado que nenhum martelo foi batido de forma definitiva, o presidente americano enfatizou sua determinação em prosseguir com as tratativas com o Irã, buscando viabilizar um novo acordo nuclear.
A sombra do conflito e a “Operação Martelo”
Durante o pronunciamento digital, Trump adotou um tom de advertência ao relembrar o histórico recente, mencionando que a recusa anterior de Teerã em negociar resultou na “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma ação que, segundo ele, trouxe consequências severas ao regime iraniano.
Apesar das tensões latentes, o republicano demonstrou otimismo quanto à estabilidade regional, chegando a afirmar que a paz é uma realidade presente tanto em Gaza quanto no restante do Oriente Médio.
Inteligência e linhas vermelhas
Este sétimo encontro entre os líderes — marcado por um caráter reservado e sem acesso à imprensa — teve como pano de fundo a tentativa de Netanyahu de moldar a postura americana antes da próxima rodada de negociações em Omã.
O premiê israelense compartilhou relatórios de inteligência detalhando a expansão militar iraniana, com foco especial no programa de mísseis balísticos. A mensagem de Israel foi direta: qualquer eventual ação militar futura liderada pelos EUA deve, obrigatoriamente, incluir a infraestrutura de mísseis do Irã como alvo prioritário.
Gaza e a formalização do Conselho de Paz
No campo diplomático, a visita também selou o compromisso formal de Israel com o “Conselho de Paz de Gaza”, iniciativa capitaneada pela gestão Trump. Netanyahu assinou a carta de adesão à carta do conselho, vinculando oficialmente o Estado de Israel aos termos propostos.
Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro reiterou que a segurança nacional de Israel permanece como prioridade absoluta e que a coordenação direta entre Washington e Jerusalém continuará estreita.
Movimentação militar e comitiva de alto escalão
Enquanto as lideranças pregam a estabilidade, o braço militar dos EUA mantém a prontidão. O Pentágono ordenou que o porta-aviões USS Bush se prepare para um deslocamento estratégico rumo ao Oriente Médio, uma viagem estimada em até 15 dias.
A relevância da reunião de quarta-feira foi sublinhada pela presença de figuras-chave do gabinete americano, como o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário de Defesa Pete Hegseth, além de consultores próximos como Jared Kushner e Steve Witkoff, que já haviam atualizado Netanyahu sobre os contatos preliminares com Teerã.


