Netanyahu anuncia destruição completa da frota do Irã no Mar Cáspio e afirma que regime está em “colapso”
No início da terceira semana da “Operação Leão Rugidor”, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou a imprensa internacional para reafirmar a estreita colaboração militar e política com o governo de Donald Trump. Durante o pronunciamento, o líder israelense enfatizou que ambos compartilham uma visão idêntica sobre a ameaça representada pelo regime de Teerã, destacando o compromisso mútuo de impedir que o Irã obtenha armamento nuclear. Netanyahu expressou profunda gratidão à Casa Branca pela condução da “Operação Epic Fury”, afirmando que a intervenção de Trump foi o fator decisivo para evitar que o Irã desenvolvesse mísseis balísticos intercontinentais capazes de atingir diretamente o território dos Estados Unidos.
Com um tom crítico à passividade de parte da comunidade internacional, o premiê alertou para o perigo da “ingenuidade” diante de regimes autoritários. Ele argumentou que as democracias globais, sob a liderança norte-americana, precisam demonstrar vontade de autodefesa antes que as ameaças se tornem incontroláveis. Comparando a atual agressividade do Irã — tanto contra seus próprios cidadãos em protestos internos quanto em suas frentes externas — ao comportamento da Alemanha nazista antes da Segunda Guerra Mundial, Netanyahu afirmou que o conflito atual finalmente desmascarou a verdadeira face do regime iraniano para o mundo.
Colapso da liderança e a destruição das frotas navais
Ao ser questionado sobre o futuro político de Teerã após a eliminação de figuras proeminentes do regime por operações israelenses, Netanyahu indicou que a autoridade central está sofrendo rachaduras sem precedentes. Segundo o primeiro-ministro, a lacuna deixada pelo líder supremo Ali Khamenei dificilmente será preenchida por sucessores como Mojtaba, sugerindo uma crise de comando no coração do Estado iraniano. Sobre figuras da oposição, ele evitou um reconhecimento formal do príncipe herdeiro exilado, Reza Pahlavi, mas descreveu-o como uma influência positiva para o futuro da região.
A ofensiva militar também alcançou resultados contundentes nos mares. Netanyahu revelou que, em uma ação coordenada, as forças israelenses destruíram toda a frota iraniana no Mar Cáspio, enquanto os Estados Unidos neutralizaram outra frota em frentes distintas. Esse dado foi complementado por informações do Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, que confirmou o naufrágio ou dano severo a mais de 120 embarcações iranianas, garantindo o controle efetivo da superfície do Golfo Pérsico e do Mar Arábico pelas forças aliadas.
Autonomia israelense e a suspensão das hostilidades
Netanyahu também esclareceu o papel de Israel nos recentes bombardeios a instalações de gás no Irã, assumindo que as operações foram planejadas e executadas por iniciativa própria das Forças de Defesa de Israel (IDF). O primeiro-ministro destacou que o sucesso das incursões atingiu pilares vitais da economia e logística energética do inimigo. No entanto, ele ressaltou que, após atingirem os objetivos estratégicos, o governo israelense está cumprindo uma diretriz do presidente Donald Trump para suspender novos ataques aéreos no momento, visando uma fase de estabilização das frentes de combate.
Sobre o Líbano, o premiê afirmou que as capacidades do Hezbollah foram severamente degradadas pelas IDF, frustrando a habilidade do grupo de realizar ataques de larga escala contra o território israelense. A fala de Netanyahu projeta um cenário onde Israel e Estados Unidos detêm a supremacia operacional, aguardando agora os próximos desdobramentos diplomáticos e militares sob a égide do governo Trump, enquanto monitoram o enfraquecimento interno do regime dos aiatolás.