NASA mantém os olhos em asteroide que se aproxima da Terra em velocidade impressionante

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A NASA, por meio do seu Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), intensificou o monitoramento de uma rocha espacial que se desloca a uma velocidade impressionante de 62.000 quilômetros por hora. O asteroide, batizado de 2026 AZ2, possui dimensões comparáveis às de um ônibus, com cerca de 12,5 metros de diâmetro.

A maior aproximação do objeto ocorre nesta quinta-feira, quando ele passará a uma distância de 349.000 quilômetros da superfície terrestre — uma margem considerada ínfima dentro das escalas cósmicas.

A passagem do 2026 AZ2 não é um evento isolado na agenda astronômica desta semana. Os especialistas da agência espacial também acompanham a trajetória do 2026 AR1, um asteroide maior, de 21 metros de diâmetro, semelhante ao tamanho de uma aeronave comercial.

Esta rocha deve cruzar o espaço a pouco mais de 1,1 milhão de quilômetros da Terra. Ambos os objetos pertencem ao grupo de “objetos próximos da Terra”, asteroides remanescentes da formação do sistema solar que orbitam em uma faixa de proximidade com o nosso planeta, muitas vezes originários do cinturão principal localizado entre Marte e Júpiter.

Recordistas de velocidade e rotação

Além das aproximações recentes, a comunidade científica celebra a descoberta de um fenômeno incomum: o asteroide 2025 MN45. Com 700 metros de diâmetro, área equivalente a oito campos de futebol, este corpo celeste detém agora o recorde de rotação mais rápida já observada, completando uma volta sobre si mesmo a cada dois minutos.

Ele faz parte de um seleto grupo de apenas 19 asteroides de rotação “ultrarrápida” identificados recentemente entre quase dois mil novos objetos detectados no último ano, desafiando as compreensões atuais sobre a estabilidade de grandes massas rochosas no espaço.

O risco real e a defesa planetária

A preocupação com impactos é uma constante, mas os dados trazem alívio. No ano passado, o asteroide 2024 YR4 gerou um alerta temporário devido a uma probabilidade de impacto de 3,1% projetada para 2032, o índice mais alto já registrado para um objeto daquele porte. Contudo, análises subsequentes descartaram qualquer risco significativo para a década atual ou as próximas. Paul Chodas, gerente do CNEOS, esclarece que a maioria dos objetos não representa perigo imediato.

Mesmo os chamados “asteroides potencialmente perigosos” (PHAs), que exigem vigilância constante por passarem a menos de 7,4 milhões de quilômetros de nós, dificilmente colidirão com a Terra nos próximos séculos. A classificação serve apenas como um lembrete de que as órbitas podem evoluir ao longo de milênios, exigindo que a humanidade mantenha seus telescópios sempre atentos.

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