Moraes estipula prazo para direção da Papudinha enviar relatório sobre atividades de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (26) que a Polícia Militar do Distrito Federal encaminhe, no prazo de cinco dias, um levantamento minucioso sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O documento deve abranger todas as atividades realizadas desde o último dia 15, quando Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da PM, unidade situada no Complexo Penitenciário da Papuda e popularmente chamada de “Papudinha”.
Monitoramento rigoroso de visitas e atendimentos médicos
A decisão judicial especifica que o relatório deve conter o registro completo de interações e procedimentos realizados pelo custodiado. Moraes solicitou detalhes sobre o fluxo de visitas de advogados, familiares e amigos, além de informações sobre consultas médicas, exames e sessões de fisioterapia.
O ministro também quer ter conhecimento sobre a prática de exercícios físicos, leituras realizadas e eventuais atividades laborais desempenhadas pelo ex-mandatário na unidade prisional.
Bolsonaro ocupa atualmente uma cela com capacidade para até quatro pessoas, porém o espaço está sendo utilizado de forma exclusiva por ele. Segundo informações do STF, o alojamento segue o mesmo padrão das unidades onde estão detidos o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, que dividem um espaço similar. As instalações, reformadas em 2020 pela Polícia Militar, contam com uma estrutura interna que inclui sala, quarto, cozinha, banheiro e lavanderia.
Localizada no Jardim Botânico, a poucos metros das unidades destinadas a presos comuns, a “Papudinha” opera com capacidade para 60 internos. De acordo com o regramento da unidade, os detidos têm direito a itens básicos de higiene, roupas e enxoval padronizados pela administração.
Além disso, as normas vigentes permitem o uso de aparelhos de televisão e ventiladores dentro das celas. Até o início de novembro, a unidade abrigava 52 presos, distribuídos em oito alojamentos coletivos que seguem o mesmo padrão de infraestrutura oferecido ao ex-presidente.


