Moradores assustados relatam tremores e estrondos em Londrina, no Paraná; USP confirma abalo sísmico
A Central de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) oficializou o registro de um tremor de terra de magnitude 1,7 na cidade de Londrina. O evento ocorreu no último dia 26 de dezembro, tendo como epicentro as proximidades do Shopping Catuaí.
Além da confirmação técnica via aparelhos, o portal da Central reuniu mais de 50 depoimentos de residentes locais que descreveram não apenas a vibração do solo, mas também ruídos intensos em horários variados.
Investigação técnica e relatos da vizinhança
O fenômeno despertou um estado de alerta na comunidade, que agora busca respostas concretas sobre a segurança da região. O professor José Paulo Pinese esclareceu que o equipamento de monitoramento validou a ocorrência, classificando-a como um evento natural de baixa intensidade.
De acordo com o especialista, o trabalho agora se concentra na análise detalhada dos outros relatos enviados pela população para determinar se houve eventos secundários ou se todos derivam do mesmo ponto de origem.
Entendendo a geologia da região
Diferente do que muitos temem, Londrina não está situada sobre uma falha tectônica ativa. No entanto, o professor Pinese ressalta que a cidade pode sentir reflexos de acomodações internas da placa tectônica sul-americana. A atividade sismológica é atribuída ao chamado Arco de Ponta Grossa, uma estrutura geológica no Paraná que, embora estável na maior parte do tempo, possui pontos de tensão capazes de gerar esses pequenos abalos sentidos pelos moradores.
Riscos descartados e monitoramento público
Apesar do susto, a comunidade científica tranquiliza a população: não existem evidências que apontem para riscos de desastres ou tremores de maior magnitude no curto prazo. Os episódios são vistos como naturais e dentro da escala de baixa intensidade.
No âmbito administrativo, o secretário municipal de Defesa Social, Felipe Juliani, informou que a prefeitura acompanha o caso de perto. O objetivo é expandir a rede de monitoramento e garantir que informações técnicas cheguem de forma transparente aos cidadãos, visando mitigar a insegurança e o compartilhamento de dados imprecisos.


